terça-feira, 12 de setembro de 2017

Vale do Lacrau — Sauvignon Blanc '2014

Vinho de mesa, consta que do Douro. Do produtor, que não o menciona no seu sítio da internet, já por aqui passou este tinto.

12,5% de teor alcoólico; não aparenta ter passado por madeira.

Cheiro fiel à casta, com mais flores que verde.

Também algumas coisas menos usuais, mas não estranhas: toranja, carambola, espargo.

Peso entre o ligeiro e o mediano, ainda bom "punch" de acidez, final curto/médio, com travo ligeiramente amargo.

Pequeno e de 2014, mas ainda porreiro.

5€.

15

sábado, 9 de setembro de 2017

Montes Ermos — Códega do Larinho '2015

Montes Ermos é uma marca da Adega Cooperativa de Freixo de Espada à Cinta e este o seu monocasta de Códega do Larinho.

O nome evoca a Capela de Nossa Senhora dos Montes Ermos, sita no cume do Monte de S. Brás, mais conhecido por Cabecinho, um pouco a Norte da localidade.

Unoaked. Simples, mas limpo e extremamente fresco. Com quase dois anos, traz citrinos com toque de maracujá, flores brancas, mineral indistinto.

Seco e acídulo, pode não ser muito "grande": muito amplo, denso ou persistente, mas carácter é coisa que não lhe falta e ele não se acanha na hora de o mostrar . . .

. . . desde que se lhe mantenha a temperatura baixa. Porque com o calor ele tropicaliza-se e perde acutilância e interesse também.

6€.

16

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Eu vs Comp. (13)


domingo, 3 de setembro de 2017

Pierre Chanau — Margaux '2012

"Chanau" é anagrama de "Auchan" e "Pierre Chanau" é a marca do distribuidor Auchan e este é, enfim, o Margaux do Jumbo. Se o nome está bem esgalhado? Penso que as opiniões a esse respeito poderão divergir, mas essa é uma questão pouco interessante.

Adiante, ao tinto. O rótulo di-lo engarrafado pela Maison Ginestet de Carignan-de-Bordeaux. Négociant relevante. O ano não foi fácil em Bordéus — e se este retrato não foi focado na gama baixa, existem verdades transversais que são fáceis de entender.

As castas, Merlot, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot; quanto ao estágio, não sei nem percebo o suficiente para mandar um bitaite.

De cor escura e presença macia, com ligeira evolução, especiado que não sei se veio das uvas se da barrica, achei-o, numa palavra, decente. Alguma fruta: amora, groselha, o conjunto é ao mesmo tempo genérico e característico o suficiente para parecer parvo abordar assim a questão . . . algum verdor, alguma estrutura também . . . é redondo, equilibrado, a beirar o elegante (Bordéus de merda há, mas será que existe Margaux de merda?)

Alguma . . . identidade regional.

Não sendo nenhuma bomba, e não poderia sê-lo, para acabar vendido sob a marca de um distribuidor, é um vinho básico, mas que não envergonha. Pelo contrário, é agradável e interessante, uma óptima maneira de o curioso que ainda não se entranhou demasiado nestas coisas do vinho abordar pela primeira vez uma das denominações de origem mais exclusivas do mundo.

14€.

16

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Pedra d'Orca — Reserva '2013

De volume e comprimento medianos, este vinho trouxe consigo frutos silvestres, mais vermelhos que pretos, amparados por boa acidez, 13,5% de álcool bem integrado e alguma rugosidade tânica.

Gostei mais do seu predecessor de 2011, bebido recentemente — este precisará de tempo para limar as arestas. Em todo o caso, é um tinto honesto, com boa relação qualidade/preço.

5€.

15

P.S.

Impressões curtas, estilo desapaixonado? O facto de estar a publicar coisas assim um mês depois de as ter experimentado?

A escrita mais seca do que quando pensava andar deprimido? Uma falta de interesse por tudo que teima em colar-se, mau grado a vontade?

Ou uma desonesta falta de vontade de combater essa falta de interesse? A incapacidade de sentir prazer, aconteça o que acontecer?

Que se regozijem os meus detractores, isto anda uma merda.

Mas eu, teimoso, para já, permaneço.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Filmes (82)




If memories could be canned, would they also have expiry dates? If so, I hope they last for centuries.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Quinta da Pacheca "Superior" '2015 (Branco)

Produzido a partir das castas Gouveio, Viosinho e Fernão Pires, este vinho fermentou em barricas novas de carvalho francês. O produtor dispensa apresentações, mas não poderá fazer mal ligar-lhe.

As notas tomadas no momento em que o bebi são sumárias, mas, parece-me, pelo menos num plano pessoal, extremamente esclarecedoras:

"Citrinos, flores etc. Mas para além do habitual, nuances mentoladas no nariz, a dada altura sobre intenso fundo de figo seco.

Junto com uma salada temperada com maionese de abacate e limão, sobressaiu-lhe a parte verde e apareceu maracujá.

Sóbrio, é um branco bem mineral, com fim de boca "salgadinho". Fino, composto, com classe. Final médio+."

Apesar de estar a escrever sobre ele mais de três semanas depois de o ter bebido, e que três semanas foram, em todos os aspectos!, a "chave" que as notas supra constituem permitiu-me traçar-lhe o retrato, imediata e limpidamente, quase como se o estivesse a beber outra vez.

Conseguisse realizar assim tudo o que quero . . .

8€.

16,5

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Orbital — Orbital (2)

Lançado em 1993, o álbum da capa castanha foi o segundo dos Orbital, ou seja, dos irmãos Phil e Paul Hartnoll, de Sevenoaks, Kent.



E sua nona faixa, esta "Halcyon + On + On", vem com dedicatória dos filhos a sua mãe, utilizadora de Halcion, triazolam, durante muitos anos.

Fui mais um dos muitos que a conheceram através da banda sonora do filme Hackers.

Adquiri acesso à internet no começo da idade do armário e isso ajudou a definir muitas coisas.

Antes, os interesses chegaram a bater à porta da especificação Tempest.

Hoje, colocar uma placa de rede em modo monitor e desencriptar os pacotes capturados com o Wireshark é coisa que ultrapassa o meu intervalo de atenção.

Atenção, vontade

Orbital, Halcyon

Oh.

sábado, 19 de agosto de 2017

Quinta de Foz de Arouce '2007

Banhada pelo rio Ceira, a quinta situa-se em Foz de Arouce, não muito longe do lugar de onde vieram estas fotos.

Baga e Touriga Nacional. Citando o contra-rótulo, "vinificado com maceração completa e estagiado em meias pipas de carvalho".

Foi servido após dupla decantação porque a parte de baixo da rolha se desfez enquanto a retirava.

Mas o vinho por ela resguardado estava bom: firme, fresco — quantas vezes estes adjectivos surgem juntos! — repleto de sinais da casta Baga. Mais vivo que persistente e fino à sua maneira, "dentro do robusto".

A fruta, tendencialmente vermelha, veio integrada num conjunto dinâmico e complexo que também mostrava balsâmicos e frutos secos: evolução, praticamente a única coisa a denunciar-lhe a idade, já que, de corpo, estava muito bem.

Em Março de 2009, dei 15,5 em 20 a este 2005 da mesma casa. Pareceu-me, então, "um pouco vazio". Agora, que já vi e bebi muito mais, sou mais generoso com as notas. Não que acredite existir tão dramática diferença entre colheitas, que o factor idade aqui possa valer um valor e meio ou que os vinhos, em geral, tenham melhorado significativamente face ao que então havia.

Simplesmente, acho que aprendi a moderar as expectativas. Não como autodefesa, mas porque o mundo é de uma determinada maneira e eu talvez andasse a pedir-lhe de mais.

12€.

17

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Pedra d'Orca — Reserva '2011

Jaen, Touriga Nacional e Tinta Roriz. Rubi intenso. Frutos do bosque agradavelmente almiscarados constituem o cerne de um tinto de elegância simples, com boa acidez e estrutura razoável, muito amigo da mesa.

Até ver, dos vinhos da Adega Cooperativa de Vila Nova de Tazém, foi este o que mais me agradou.

A anta da Pedra da Orca é um dólmen que se presume datado do final do Neolítico, situado em Rio Torto, concelho de Gouveia, junto ao quilómetro 103 da EN 17.

5€.

16