segunda-feira, 25 de maio de 2015

Férias (II)













Tentei fotografar qualquer coisa dos muitos pássaros que havia, mas ainda não correu bem.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Ripanço '2013

Ripanço é o nome de uma técnica de preparação vinícola, típica do sul de Portugal, que consiste na retirada do engaço à mão, pressionando os cachos contra uma mesa própria para o efeito, feita de ripas de madeira, com espaços entre si, de modo a deixar de fora a maior quantidade possível de fontes de taninos duros, para que o vinho resulte mais macio.

Se aqui resultou, não sei. Porque este tinto de Reguengos, feito com Syrah, Aragonês e Alicante Bouschet, acabou por me parecer apenas mais um alentejano simples, daqueles focados na fruta, aqui mais vermelha que preta, de recorte ligeiro.

Sem grande profundidade ou estrutura e fim de boca mediano, não tem nada de mal, mas também não emociona. É bem macio e sumarento, com fruta bastante limpa, mau grado a doçura residual apresentada. Com o tempo, apareceram no copo caramelo de leite e café.

Ok para o quotidiano, ligou mesmo bem com a nossa piza do costume, que ao fim de tantos anos, continua sem comprometer.

A garrafa foi oferecida pelo produtor, que recomenda um PVP de 5,99€.

15

terça-feira, 19 de maio de 2015

Filmes (61)




Este, caros, é um grande filme de guerra, da segunda grande guerra, com submarinos. A sua referência neste espaço apenas peca por tardia.

sábado, 16 de maio de 2015

Château Tour de Miot '2011

Varietal Merlot com estágio em barrica, este vinho foi produzido por Vignobles Daniel Mouty, de Sainte-Terre, Bordéus. Comprei-o no LIDL.

Primeira impressão: "ai tão verde!"
Segunda: "tão vazio!"

Mas melhorou depois de respirar um pouco — apareceu alguma fruta, sobretudo ameixa preta, de carácter algo açucarado, com ligeiro perfume de café e baunilha, enfim, barrica, muito suavezinha, só a compor.

Tem taninos decentes, um pouco secos, e acidez discreta, pelo que será para ir bebendo agora. Pessoalmente, não consegui achar o conjunto bonito.

5€.

14,5

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Castello D'Alba — Vinhas Velhas, Códega do Larinho '2010

Bebi este vinho há umas semanas, foi dos últimos daquela fase em que o caderninho teimava em não querer vir para a mesa.

Monocasta, desta vez Códega do Larinho, do Douro Superior, fermentada em barricas usadas de carvalho francês, onde permaneceu, com bâttonage, até ao engarrafamento. Para os eventuais interessados, como de costume, deixo o link para o sítio do produtor na internet.

Está macio, gordo, com banana e alperce secos, fumado de barrica e baunilha. Tem algum corpo e passa bastante fresco, mineral, muito agradável. Branco de Outono, se é que tal coisa realmente existe.

Com base no princípio de que, com carne branca, se deve escolher o vinho consoante o molho, utilizei-o para acompanhar frango assado, uma receita pouco diferente da sugerida aqui, e não defraudou.

10€.

16,5

domingo, 10 de maio de 2015

Férias (I)


















De Aldea del Obispo a Escarigo . . . a Torre de Almofala vista da EM 607, uma cegonha em Fuentes de Oñoro, a galinha que a mãe da S- comprou para fazer companhia à pata e o vilanete Arsénio, que agora vive connosco.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Piloto "Collection" — Moscatel Roxo '2012

Branco de tintas, este Moscatel Galego Roxo foi elaborado a partir de uvas provenientes de uma pequena vinha situada em Agualva, perto do Poceirão. O produtor tem presença na internet.

Servido talvez um pouco mais fresco que o habitual, desde logo se mostrou atípico: o tom rosado, o aroma fortemente varietal, leque de florais melados com toque de líchia, a boca cheia e glicerinada, cortada por certo verdum e dotada de acidez curiosa: intensa o suficiente para segurar um conjunto nada ligeiro, marcado por 14% de álcool, mas, ainda assim, incapaz de efectivamente o refrescar, e que, talvez por isso, acabe por parecer uma coisa estranha que de alguma forma ali foi encaixada  apesar de bem.

Sozinho, não cativou, creio que, acima de tudo, por motivo de gosto pessoal. Com uma salada parecida com esta, as coisas correram melhor, tendo a garrafa acabado por esvaziar com naturalidade.

8€.

15

sábado, 2 de maio de 2015

La Rioja Alta — Viña Alberdi, Crianza '2008

É um Rioja clássico, feito em quantidade, mas com cuidado. As uvas, Tempranillo, vieram de propriedades da empresa, situadas a 500/600m sobre o nível do mar, em Rodezno e Labastida (a adega fica em Haro, perto).

Foi engarrafado em Junho de 2011, após um processo de estágio prolongado, característico da região, que é realmente interessante: neste caso, após a fermentação maloláctica, colocaram o vinho em barricas de carvalho americano, de fabrico próprio, onde permaneceu dois anos, com trasfegas a cada seis meses, para remover sedimentos e permitir um breve contacto com o ar. Passou a primeira metade deste período em madeira nova e a segunda em barricas com uma média de idades de 4 anos. Depois de engarrafado, ainda ficou em cave mais uns tempos antes de ir para o mercado, para não ser bebido sem que tivesse passado por pelo menos um bocadinho do amoche redutor que o vai completar, mas isso pouco importa a quem, como nós, o está a beber agora que já não é propriamente novidade.

Acima de tudo por preguiça, passo a transcrever as impressões recolhidas no momento em que o bebi, praticamente sem edição: às vezes, ainda levo para a mesa um caderninho pequeno, de capa preta, onde vou escrevinhando:

Cor granada, atijolada, de saturação mediana . . . tem o nariz típico destes Rioja finos, marcado pela fase oxidativa da crianza. e sob essa capa . . . etérea, qual alma . . . de madeira seca e resinosa . . . ginja! cereja e morango . . . secos, e passas de figo, café, especiarias . . . endro, de facto. a boca confirma o nariz. leve, claro, mas bem firme, cheia de sabor. dura qualquer coisa e limpa a boca . . . gastronómico (oh meu deus).

Acompanhou conforme esperado uns naquitos de bifana que às vezes a S- salteia com pickles e azeitonas, desta vez com cubos de batata e Pastinaca, assadas, como guarnição. Coisa de jeito assertivo, que raramente constitui parceiro fácil para tinto.

12€.

17

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Em referência aos primeiros tempos da luta política de Hitler, Sir Winston Churchill escreveu nas suas Memórias: «A derrota, a falência da lei e da ordem, o triunfo francês, causaram àquele cabo uma tortura que consumia o seu ser e que acabou despertando dentro dele essas portentosas e desmesuradas forças do espírito que podem aplicar-se poderosamente à salvação ou à perdição do género humano.» É possível que Hitler, procurando atingir a primeira, não conseguisse evitar a segunda. Poucas figuras houve jamais que, como ele, concitassem à sua volta nem mais fervorosos entusiasmos nem ódios mais implacáveis; desde o sopé ascendeu até ao cume, para descer de novo até baixo. Se tivesse triunfado, Hitler seria um herói universal; derrotado, conta para muitos como um dos maiores criminosos da História. Com muitas coisas certas e inauditos erros, Hitler não foi provavelmente nem um malvado nem um louco: talvez caiba afirmar com maior exactidão que, defraudador do seu próprio destino, por erros de táctica ou pela intromissão de imponderáveis que não pôde ou não soube vencer, desatou sobre a Europa a própria tempestade, à qual ele desejara servir de pára-raios.

Pedro Gómez Aparicio trad. por J. Pinharanda Gomes,
in "Construtores do Mundo Contemporâneo", Vol.4,
Lello Editores, 1982.

domingo, 19 de abril de 2015

Ribeiro Santo — Reserva '2010

Segundo o sítio do produtor na internet, a quinta, que pertenceu em tempos ao pároco da freguesia de Oliveira do Conde, é circundada por um ribeiro onde corre água o ano inteiro, tendo por isso sido apelidada de "Quinta do Ribeiro Santo".

Este vinho, lote de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Alfrocheiro, com breve estágio em madeira nova e de segundo ano, está simples mas agradável.

Amplo e macio, tem a fruta bem definida dos tintos jovens da região, caruma de pinheiro, também bastante limpa, e uns pozinhos de barrica, nada de mais em termos de intensidade, mas sempre presentes, persistentes, que poderão aproximá-lo de maior número de bebedores, mas também o despersonalizam.

Para o quotididano & beyond.

6€.

15,5