sábado, 2 de Agosto de 2014

domingo, 8 de Junho de 2014

Casa Santos Lima — Chardonnay '2012

O produtor diz que as uvas que lhe deram origem vieram de uma encosta soalheira de solo muito calcário, com frequentes vestígios de fósseis marinhos. Elaborado pelo processo de bica aberta, foi parcialmente fermentado em carvalho.

Primeiro, e certamente por estar mais frio, mostrou-se (de facto) bem calcário e vegetal, de tal forma que a dada altura parecia apenas trazer pêssegos amarelos, de polpa bem dura, a representar a fruta.

Depois, previsivelmente, foi ficando um pouco mais tropical, apesar de, a meu ver, nunca doce. E da untuosidade suave que é característica dos bons exemplares da casta, com boa vontade, apenas vislumbres.

Será que sobrevalorizo o Chardonnay gordo, com madeira?

3€.

14,5

sexta-feira, 30 de Maio de 2014

Chimay Bleue / Grande Réserve

Escura. Logo depois de vertida, bastou olhar para a capa que se havia formado no copo para perceber estar perante coisa séria.

Espuma espessa, de cor bege, fofa, firme e persistente. O ataque, intenso e vagamente alcoolizado, coisa normal numa cerveja com 9% de volume alcoólco, encheu-me a boca de caramelo e passas de uva e tâmara, figo e outros que tais. Esta apenas trouxe coisas boas. A bolha ligeira, o sabor rico, o corpo largo e untuoso — tudo coisas de cerveja grande e sem falhas.

Notei que lhe faltava distinção naquele amargor característico do lúpulo e que por norma me cai bem, certamente por opção de estilo, e que, pelo menos desta vez, não terá feito grande falta.

Muito complexa, ainda parecia longe da morte quando acabei a garrafa, uma boa hora e meia depois de a ter aberto, e sempre sem rolha. 9€/75cl.

domingo, 25 de Maio de 2014

Vitalic — Rave Age

Vitalic, nascido Pascal Arbez, em 1976, é um DJ e produtor musical francês de música electrónica. Lançado em 2012, este é o seu álbum mais recente.

Foi o disco que mais nos acompanhou nas últimas férias. Os passeios pelas entranhas do nosso adorado interior norte. São coisas que não vale a pena relatar, antes guardar na memória, sem demasiado empenho.



Durante um desses passeios, a dada altura, fim de tarde, estava já escuro, observa a S que se houvesse uma rave de Boos, de certeza que era assim.

sábado, 17 de Maio de 2014

Matsu — El Recio '2011

Matsu, que em japonês significa esperar, é o nome da adega que produz este vinho, iniciativa que pretende conjugar uma filosofia oriental, inspirada na paciência e no respeito, com técnicas modernas de agricultura biodinâmica.

Actualmente, constituem a colecção do produtor três tintos: El Pícaro, o jovem, é forte e valente, descarado e incontrolável. El Viejo, o reserva, representa a plenitude e a sabedoria. E deste El Recio, representante da geração intermédia da trilogia, espera-se que junte com sucesso a potência da juventude à experiência da idade para expressar serenidade, perseverança e força.

Varietal Tempranillo (Tinta de Toro) proveniente de cepas com perto de cem anos, desde cedo se fez notar um caldo bastante trabalhado, intenso e macio, de taninos finos, cheio de frutos negros maduros, bem ricos, licores de groselha e cereja ligeiramente amarga, com cacau e essência de baunilha em jeito de tempero.

Custou 17€ em nova visita ao Beeca, onde acompanhou salada quente de legumes com ovo e presunto ibérico, primeiro, e depois almôndegas de rabo de boi.

17

sexta-feira, 9 de Maio de 2014

Domingos Soares Franco, Colecção Privada — Espumante Rosé de Moscatel Roxo '2012

É um espumante rosé, seco, produzido a partir da casta Moscatel Roxo pelo método de cuba fechada.

A cor é salmonada, ligeira. No nariz, tem maçã, talvez morango, e quase certamente manga e marmelo. Faz espuma farta e muito viva, mas nem por isso fofa ou persistente.

Ora, é possível que a nota final pareça pouco consentânea com o discurso que a precede, que infelizmente me saiu algo falho de entusiasmo.

Questões de estilo. Apesar de ser, talvez, ainda, uma curiosidade, diria que este vinho cumpre perfeitamente aquilo a que a propuseram.

PVP recomendado, 13,95€.

16

sábado, 3 de Maio de 2014

domingo, 27 de Abril de 2014


domingo, 20 de Abril de 2014

Brancos de 2013 da José Maria da Fonseca (1) — BSE, Periquita e Montado

As garrafas foram oferecidas pelo produtor e em todas encontrei juventude, polimento, peso mediano e boa aptidão para acompanhar petiscos.

Lote de Antão Vaz, Fernão Pires e Arinto, de nariz suave e paladar equilibrado, com frutos brancos, o Branco Seco Especial mantém o perfil que sempre lhe conheci (atenção que ainda sou novo). E continua, para mim, a ser o mais fácil, o mais fresco e também o mais versátil destes três vinhos.

O Periquita, feito de Verdelho, Viognier e Viosinho, estará ainda um pouco mais sóbrio que no ano passado, talvez devido à retirada por completo do Moscatel do lote.

O Montado, proveniente da zona de Reguengos de Monsaraz, muito simples, de toque glicerinado, começou a ser bebido demasiado frio, e aí fez lembrar pêra, mas depois evoluiu para um perfil bem mais reconhecível, bem alentejano, francamente tropical. As castas são Alva, Tamarez e Rabo de Ovelha.

Talvez porque não considero a ligeireza uma objecção, gostei mais do BSE (3,50€, 15), concedendo, no entanto, que será o Periquita (3,99€, 15) o mais redondo e acabado dos três. Quanto ao Montado (2,99€, 14), é vinho de combate, mas daqueles que não comprometem.

sexta-feira, 11 de Abril de 2014