domingo, 30 de Agosto de 2009

Callabriga '2002

Este é um vinho produzido pela Casa Ferreirinha, agora parte da Sogrape, a partir de uvas originárias do Douro Superior. As castas, Tinta Roriz, Touriga Nacional e Touriga Franca. Foi vinificado na adega da Quinta da Leda, onde as uvas, completamente desengaçadas, fermentaram com maceração prolongada e remontagem a temperatura controlada, tendo passado ainda por uma longa maceração pós-fermentativa. Estagiou durante um ano em barricas novas. Isto segundo a ficha técnica que o produtor disponibiliza aqui. Ah, sim, mais uma coisa: o nome lê-se Calábriga.

Foi decantado por pouco mais de uma hora e servido a 16ºC. Cor rubi, de tonalidade escura. Delicado, mas firme e equilibrado, finamente tostado e repleto de aromas e sabores a frutos negros, de doçura relativa mas bem focados, sem qualquer sinal de sobrematuração. Idem para a presença de aromas terciários. Ainda ligeiro balsâmico. Evoluiu mais tarde para cacau e frutos secos, sobretudo nozes. Vivo ao segundo dia, mas já levemente oxidado. Não creio que melhore com a idade — pelo contrário.

Bom conjunto, mas gostei mais do de 2005.

Custou 16€.

16,5

quinta-feira, 27 de Agosto de 2009

Não se enganaram muito, heh.

. . . e o meu.


My Personality



Neuroticism
54
Extraversion
6
Openness to Experience
51
Agreeableness
15
Conscientiousness
51

You rarely get angry and it takes a lot to make you angry, however you are sensitive about what others think of you. Your concern about rejection and ridicule cause you to feel shy and uncomfortable around others. You are easily embarrassed and often feel ashamed. Your fears that others will criticize or make fun of you are exaggerated and unrealistic, but your awkwardness and discomfort may make these fears a self-fulfilling prophecy. You tend to feel overwhelmed by, and therefore actively avoid, large crowds. You often need privacy and time for yourself. You prefer familiar routines and for things to stay the same. You can tend to feel uncomfortable with change. You do not enjoy confrontation, but you will stand up for yourself or push your point if you feel it is important, however you believe that a certain amount of deception in social relationships is necessary. You are guarded in new relationships and less willing to openly reveal the whole truth about yourself. You are well-organized and like to live according to routines and schedules. Often you will keep lists and make plans.


Free Poll

Personality Test . . . da S.


My Personality



Neuroticism
69
Extraversion
25
Openness to Experience
46
Agreeableness
23
Conscientiousness
51

You do not experience strong, irresistible cravings and consequently do not find yourself tempted to overindulge, however high levels of stress can lead to you feeling panic or confusion, but usually you cope with day to day pressures. People generally perceive you as distant and reserved, and you do not usually reach out to others. You prefer familiar routines and for things to stay the same. You can tend to feel uncomfortable with change. You see no need for pretense or manipulation when dealing with others and are therefore candid, frank and sincere. People find it relatively easy to relate to you, however you generally see others as selfish, devious, and sometimes potentially dangerous. You are well-organized and like to live according to routines and schedules. Often you will keep lists and make plans.

segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Quinta da Bacalhôa '2007

Da Bacalhôa (Vinhos de Portugal). Basicamente, consiste num lote clássico de Cabernet Sauvignon (90%) e Merlot, estagiado durante 11 meses em barricas novas de carvalho francês.

Cor rubi. Aroma jovem e frutado, um bocadinho tímido a princípio, dominado por sugestões de cereja e pimento verde após hora e meia de decantação.

[E não, não é palermice decantar tintos jovens. Palermice é falar com autoridade de assuntos que não se dominam.]

Ora, continuando, ainda que as notas verdes estivessem bem presentes, de alguma forma me pareceu marcadamente menos vegetal que muitos dos seus congéneres (e isso é bom). Ainda ligeiros apontamentos florais (logo no ataque) e uma ou outra nota especiada, mais evidentes com a evolução no copo.

Corpo mediano em estrutura e profundidade, com untuosidade discreta mas apelativa, boa acidez e sabor firme, consistente com a sobriedade do nariz. Mas de final apenas razoável, menos prolongado e um bocadinho mais taninoso que o esperado.

Vivo e mais falador ao segundo dia. Enfim, está aqui um vinho que já se bebe bem, embora não deixe dúvidas quanto a precisar de tempo. Aposto que vai dar muito mais prazer daqui a 3 ou 4 anos.

16€.

16,5

Becket t ices [C]

«What when words gone? None for what then. But say by way of somehow on somehow with sight to do. With less of sight. Still dim and yet. No. Nohow so on. Say better worse words gone when nohow on. Still dim and nohow on. All seen and nohow on. What words for what then? None for what then. No words for what when words gone. For what when nohow on. Somehow nohow on.

What when words have gone? There are no words for what then. But I'll say (by way of somehow going on) that it's somehow to do with sight — with less of sight. There's still the dim and yet... No, there's no way on like that. Suppose (for better or worse) that words are gone at a time when there's no way on: that the dim is still there yet there's no way on, that all is seen yet there's no way on. What words are there for what then? There are no words for what then: no words for what when words are gone, for what when there is no way on (somehow no way on).

Worsening words whose unknown. Whence unknown. At all costs unknown. Now for to say as worst they may only they only they. Dim void shades all they. Nothing save what they say. Somehow say. Nothing save they. What they say. Whosesoever whencesoever say. As worst they may fail ever worse to say.

Worsening words: whose they are unknown, where they come from unknown (at all costs unknown). Now it's for them to say (as worst they may, only they) that there's only they. The dim and the void and the shades are all words. There is nothing except what the words say (somehow say). There is nothing except them, nothing except what they say — whoever's they are, wherever they come from. (As they may fail worst to say ever worse.)

Remains of mind then still. Enough still. Somewhose somewhere somehow enough still. No mind and no words? Even such words. So enough still. Just enough still to joy. Joy! Just enough still to joy that only they. Only!»


Samuel Beckett — Nohow On — Worstward Ho (1983)

domingo, 23 de Agosto de 2009

Castello D'Alba — Reserva '2005

Duriense de perfil genérico, lote de Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, com estágio em madeira (de qual?, quanto tempo?), feito pela Vinhos Douro Superior. Cor escura e nariz simples mas intenso, dominado por aromas sumarentos que fazem lembrar cerejas muito maduras e bagas cozidas. Também os tostados se mostram bem presentes, tal como a baunilha, distinta e doce — porventura carvalho americano novo a mostrar-se. Ainda toques de mato/esteva/feno e, mais tarde, um pouco de chocolate. Robusto na boca, é um vinho dotado de acidez vincada e taninos angulosos. Final mediano. Aguenta mais uns anos em garrafa, mas não acredito que melhore daqui para a frente.

5€.

15

quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

Velharias (13)

De há três anos menos vinte dias.


Hoje acordei contente por a ter.

Lembro-me de antes lhe elogiar o olhar amiudadas vezes. Depois perdi o hábito.

Hoje acordei com remorsos. Os olhos mais bonitos do mundo: tendo-os sempre comigo, poderia tê-los esquecido?

Os olhos da minha bebé transmitem uma paz doce. Podem levar quem ela quiser num passeio por uma tarde de Outono depois de chover. Ou para outros mundos. Outros quadros, tão pessoais quanto o desejarmos.

Às vezes, parece que sentimos aquilo que imaginamos terem sido momentos de outros. Coisas que vimos, coisas que nos contaram, coisas construídas, informação acabada e distribuída em massa. Cada um aproveita o que pode. Abre a embalagem, instala e recompila. Nem sempre se sonha, mas essa é sempre uma possibilidade legítima. Cada um reconstrói a beleza que lhe é acessível.

A minha bebé mostrou-me uma nova beleza em todas as coisas.

Hoje acordei grato por me sentir tão bem, ou por me ter lembrado de me ter sentido tão bem, mesmo não o aparentando.

Hoje, só tenho um esqueleto para lhe dar. Um quadro. O retrato de um momento que me ofereceu. Uma coisa de outro, talvez de ninguém, que se tornou minha por um momento.

Aprender a sentir? Não. Dar um passeio. Por lugares só acessíveis a quem tem alguém a seu lado.

segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

Pickles de Gherkin

Chama-se gherkin a certa espécie de pepino considerada ideal para a elaboração de conservas. Um gherkin é isto. Um gherkin não é isto.


Ingredientes:

1 gherkin grande... estranhamente grande, com cerca de 400g;
300ml de água;
120ml de vinagre de sidra;
90ml de vinagre de xerez;
90ml de vinagre de vinho branco;
2cm de caule de aipo;
6 colheres (de sopa) de açúcar;
1 colher (de chá) de sal;
½ colher (de chá) de mostarda — isto, não confundir com isto;
¼ colher (de chá) de cúrcuma;


Preparação:

1) Fatiou-se o vegetal; descartaram-se as extremidades. 2) Temperou-se com sal e deixou-se repousar dentro de uma taça durante mais ou menos 2h, isto para permitir que perdesse alguma água, de modo a ficar mais estaladiço. 3) Misturaram-se os vinagres, o açúcar e o talo de aipo; a mistura levou-se ao lume até ferver. 4) Altura em que se removeu o aipo e se juntaram os demais condimentos. 5) O vegetal, já livre de parte da água com que a Natureza o abençoou, foi colocado dentro de um frasco esterilizado. 5) Imediatamente antes de se cobrir com a salmoura a ferver. 6) O frasco e seus conteúdos deixaram-se arrefecer, destapados, até atingirem a temperatura ambiente. 7) Antes de se taparem e guardarem no frigorífico.


Em jeito de p.s....

Gherkin, The Gherkin, também pode ser isto.

sábado, 15 de Agosto de 2009

Foral D. Henrique (Tinto) '2006

Touriga Nacional, Jaen, Alfrocheiro e Tinta Roriz. 12,5% vol.. Ligeiro, curto e directo. Fruto vermelho discreto, suaves aromas lácteos e acidez. Com o mesmo travo evocador de maçã ácida à mistura com melaço torrado e essência de teribintina que encontrei no branco. Mas que aqui surgiu como elemento estranho que nada trouxe ao conjunto, pelo contrário. Vivo ao segundo dia, mas nem por isso melhor. Desagradável.

2€.

12

Foral D. Henrique (Branco) '2007

Dão (DOC) da Adega Cooperativa de Mangualde. Encruzado, Cercial, Malvasia Fina e Bical. Cristalino e muito clarinho no copo. Levantado algum bafio inicial, revelou um intenso aroma a maçã reineta misturada com melaço, porventura torrado, e alguma forma de químico pungente, a fazer lembrar essência de teribintina. Também pêssego, melão e ligeiro floral que não consegui diferenciar. Sabor na linha do nariz, intenso e com o álcool surpreendentemente bem integrado. Apesar de um relativo excesso de acidez que, de todo, não se pôde ignorar, este vinho acabou por se revelar bebível e — surpresa?! — até agradável. Isto apesar de toda aquela simplicidade um pouco acerba, assente numa estrutura negligenciável, de fraca persistência. Considerando que custou apenas 1,50€, há que apontar-lhe uma RQP louvável!

13,5

quarta-feira, 12 de Agosto de 2009

Quinta das Marias — Encruzado (Fermentado em Barrica) '2008

Mais um da Quinta das Marias.

De cor muito jovem, amarelo citrino ainda com suaves reflexos esverdeados, este varietal Encruzado, fermentado em barricas novas de carvalho francês, trouxe consigo delicados aromas cítricos e florais, a fazerem lembrar lima e flor-de-laranjeira, bem casados com sugestões de folha fresca de chá, passa de banana e — claro — muita baunilha doce.

Mostrou-se ao palato agradavelmente cremoso e persistente, com a acidez no ponto e ligeira doçura melada em pano de fundo. Final limpo e saboroso, apesar de não muito longo.

Embora já se beba muito bem, penso que estará ainda melhor daqui a uns meses. Custou mais ou menos 13€.

Em jeito de post-scriptum, acompanhou uma caldeirada de tamboril. Curioso que os brancos que cá em casa mais nos têm convencido provenham todos, ou quase, do Dão...

17

terça-feira, 11 de Agosto de 2009

Fundanus Prestige '2003

Tinto da Adega Cooperativa do Fundão. Feito com base nas castas Aragonês e Jaen, foi estagiado durante um ano em barricas novas.

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Cor granada.

Ameixas e cerejas super sólidas, maduras, doces, em harmonia com certo balsâmico, ora resinoso e fresco, ora etílico, e um marcado e persistente carácter «verde», deveras sugestivo. Também folha de tabaco, caramelo e café — com o arejamento, cada vez mais.

Boca encorpada, com bom equilíbrio, em registo de alguma calidez. Sabor concordante com o cheiro, mas mais frutado. Apesar do final modesto, entre o mediano e o curto, com os taninos a mostrarem alguma aspereza, é um bom vinho, em boa forma.

Acima de tudo, um vinho diferente.

7€.

15,5

segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

Croft — Tawny 10 Anos

Produzido pela venerável Croft — vale a pena ler um pouco sobre a história deles.

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Foi engarrafado em 2008.

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Interessante a cor, menos loira, mais rosada que o habitual. Nariz de complexidade razoável, essencialmente assente em notas de mel, passas e frutos secos. Algum frutado residual. Corpo mediano, de sabor longo, doce e untuoso. Mas nunca enjoativo.

Muito interessante.

12€.

16,5

domingo, 9 de Agosto de 2009

Quinta do Vallado — Reserva '2005

Porventura a vedeta da semana que passou. Da Quinta do Vallado, foi vinificado a partir de uvas das castas Tinta Roriz, Tinta Amarela, Touriga Franca, Touriga Nacional e Sousão — 70% das quais provenientes de vinhas velhas. Estagiou durante 17 meses em meias pipas de carvalho francês. Aroma potente, com predominância de frutos silvestres maduros, complementados por fino tostado. Corpo cheio e já bastante redondo, de paladar profundo e harmonioso. Final persistente, muito agradável! Apesar da sua relativa simplicidade, este vinho não deixa dúvidas quanto a tratar-se de um Douro de boa estirpe. A ver se o que lhe falta acaba por vir com o tempo... 50€, em restaurante.

17,5

sábado, 8 de Agosto de 2009

Filmes (11)

The Addiction

Vampiros a P&B. Nicholas St. John. Abel Ferrara. Lili Taylor.




Fotografia bonita. Protagonista cheia de raça. A banda sonora também se ouve bem. E tem aquela coisa fixe que falta a alguns dos outros filmes do Ferrara, que é leveza, que é podermos estar a vê-lo e dar-nos vontade de rir. Mas depois deixa no ar tantas referências tão boas, tantas propostas, se não de leitura, de reflexão.

"We drink to escape the fact we're alcoholics. Existence is the search for relief from our habit, and our habit is the only relief we can find" — Enopessoal, phear!

E no fim, fica sempre a impressão de algo ter falhado. Hum! Que raio. Às vezes penso se não nos faltará plasticidade, puerilidade, que talvez ainda sejamos muito quadradões na forma como utilizamos, representamos, vivemos a metáfora. Claro que é legítimo pensar que isto não faz sentido nenhum, mas. . .

sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

Becket t ices [B]

«First back on to three. Not yet to try worsen. Simply be there again. There in that head in that head. Be it again. That head in that head. Clenched eyes clamped to it alone. Alone? No. Too. To it too. The sunken skull. The crippled hands. Clenched staring eyes. Be that shade again. In that shade again. With the other shades. Worsening shades. In the dim void.»

Samuel Beckett — Nohow On — Worstward Ho (1983)

quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

Vallegre — Ceremony LBV '2002. . . e cenas

Este é mais um post simples&chato, daqueles que não revelam grande virtuosismo ou conhecimento d'whatdafuckisgoinon no inefável (sacrossanto) mundinho da bu-bida.

Assim, simplória mas honesta, sem pedantices ou tentativas de aviso à navegação — cá pra mim, malignidade de raquítico, daquela que o grande Nietzsche apontava a Sócrates. . . apontar o que quer que seja a Sócrates é mesmo coisa de esquizofrénico. . . ai, sobre esquizos &mahlifewit'dem podia eu fazer uma pequena bíblia (ou umas wallet cards... a escolha seria mais questão de gosto que de conveniência) — aí fica a minha impressão pessoal acerca de mais um pequeno filho de deus, daqueles que vêem a luz da vida através do vidro escuro de uma garrafa, abatido recentemente no cumprimento do dever.

As a sidenote,

a S. está a ver Skins. Aliás, a S. quer que a deixe ver Skins,

que é uma série muito bonita, digo, acontecem coisas bonitas a criancinhas apelativas — e se aqui leu fodíveis, tente visitar o seu shrink le plus vite possible — ah!, Skins tem o seu quê de frescura e imprevisibilidade... Não se parece mesmo nada com a merda que a MTV nos tenta usualmente impingir! Olhem, aí fica uma foto do Sid. Porque o Sid é do Skins e eu acho-lhe piada.


Oooooooh sim!!! Assim é que deve ser.

A sério, se vocês soubessem até que ponto este moço se parece aqui com o velho geeky Joe... quando o velho geeky Joe era novo... ai ai.

Ora, recentemente, este Porto, dizia, recentemente mas não tanto assim. Que depois dele já cá houve outro, aliás. Como isto anda!

A verdade é que nada do que para aqui estou a escrever foi planeado. Estava a fumar na varanda quando me ocorreu fazer o post desta maneira. Mas nem a meio do cigarro ia quando me deu o click, e muito se perdeu entretanto em pormenores, auto-referências sobre pormenores.

E por mais que tenha tentado manter o foco naquilo que realmente importa, como mandam as regras do bom viver, é-me agora evidente que isto não está a soar como pretendido.

Pudera eu fumar dentro de casa, teria vindo a correr. E o post teria saído melhor. Ou menos mau. Ou não, quem sabe?!

Mas agora fica assim. Não interessa.

Akoholdriven posta, hopeyallenjoyit. Mas sobre o vinho que a trouxe a cavalo, por este andar, só aqui deverá aparecer algo nas próximas duas semanas.

É o que dá um gajo ter abandonado o formato combo sem, no entanto, ter reduzido.

AH, QUEREM VER UMA FOTO DA CASS?! Não, não... É quase certo que não. Os meus queridos e bem-amados leitores são — por norma, i.e. salvo fãs, aberrações patológicas e googleadores caídos de pára-quedas — gente demasiado séria para ligar a fotos da Cass. . . Realeza!, ou (na pior das hipóteses) LAs mais empenhadas em catar ideias novas para o jantar de amanhã que em olhar para gajas mais giras que elas próprias.

Elas próprias, as mesmas — como diria (sem querer, evidentemente) um dos meus mais queridos fellahbloggahs du vin. Mas a esse não meto aqui — aqui! — link, que nós, bloggers, nós mesmos (os próprios) devemos agir como uma comunidade de amigos com interesses comuns — e não falo, não posso estar a falar, naturalmente, da booze, oh que falta de sensibilidade, de civilidade, de cabeça!, oh que heresia! — ou um dia destes que finalmente aceite participar em algum enoevento. . . digamos, uma prova de vintages. . . na boa (tru lu lu) . . . ainda acabo xinado, com x, atrás de uma caixa de electricidade. . . num beco escuro. . . os vidros e os ratos. . . e cocós de. . . <ahem!> . . . cidadãos com os mesmos direitos que eu, embora muito muito muito mais amigos dos opiáceos que eu, eu mesmo, (o próprio). . . oh oh.

MAS não faz mal! Eu não me importo! :) E vou mesmo colar aqui uma foto da Cass. (Porque a Cass é do Skins e eu acho-lhe piada.) Aí vai:




Pronto, pronto... a parte mais difícil já está.

Tem uns dentes do caralho, bem sei.

Mas também isso deve ser perdoável.

Pelo menos por si...

(Wouldn't you?)

E

afinal

também não custou assim tanto, ritee'?


Enomisguitos, não vos faço esperar mais! A fermosa botelha sem a qual não haveria post, à esquerda.

Trata-se, enfim, de um LBV produzido pela Vallegre. Sobre o qual pouco mais consegui apurar para lá do que vinha escrito no rótulo. Ah, parece que o deixaram envelhecer durante 4 anos dentro de cascos de carvalho.

(Oh, a surpresa!)

Rubi intenso, este vinho de corpo mediano trouxe consigo generosos sabores e aromas de frutos negros, passas e especiarias (pimentas?), bem como um certo quê tostado muito bem proporcionado que tornou a sua passagem pela boca um pouco mais interessante que aquilo que as impressões olfactivas, só por si, me haviam feito esperar.

Claro que notei faltar-lhe complexidade e persistência. Ademais, podia (e devia) ser um pouco menos taninoso. E assim, a conclusão tem de ser algo chato, ou pelo menos nada surpreendente, como. . . embora 2002 não tenha sido um bom ano e este vinho o reflicta, não me lembro de alguma vez ter bebido um LBV que pudesse considerar mau. Ou, até, apenas mediano. E este, como todos os LBV mauzinhos que por aqui têm passado, é um Porto bonzinho, prontinho a beber e capaz de dar prazer a qualquer um.

Weee...

Ah, e topem esta: considerando que custou 9€ numa promoção do Jumbo, só posso ficar contente com a negociata.

Quanto ao numerozinho, que há quem ache que sem ele a posta perde o (seu pouco, *-íssimo) valor,

15



P.S.

A quem tiver topado o critério da italização, um presente surpresa!

A quem tiver topado de que forma esta pikuína posta expõe um mui' estúpido bug (ou para os bem intencionados, ausência de feature) do bloggah, um beijinho.

(Benesses não acumuláveis, embora intercambiáveis.)

Agora vou fazer ó ó,

(outro dos meus queridos e bem amados fellahbloggahs fez certa madrugada um post do ó ó, sem dúvida a coisa mais engraçada em que até hoje calhei tropeçar nesta nossa grumosa blogofeira, mas infelizmente apagou-o na tarde seguinte — Flair is dead! Who killed flair?)

mas aguardo!

terça-feira, 4 de Agosto de 2009

Quinta dos Aciprestes — Reserva '2004

Consumido após o do post anterior. As parecenças entre estes dois vinhos são flagrantes. A começar nas garrafas. Depois, também este consiste num lote de Touriga Nacional e Touriga Franca, uvas provenientes de algures entre o Cima Corgo e o Douro Superior, estagiado em carvalho francês e americano.

Muito escurinho no copo, cheirou-me denso e cálido, com madeira, óleos, vernizes e violetas a envolverem um núcleo de bom fruto negro, à semelhança do do post anterior. Da mesma forma apareceu dotado de bom corpo e sabor, com acidez suficiente e um final um pouco tânico mas saboroso (sem qualquer sugestão de chá verde). A diferença maior entre os dois? Este é mais frutado de boca, logo menos pesado, mais alegre...

Como o outro, consiste numa versão mais concentrada — encorpada — amadeirada do «colheita» respectivo. Como o outro, é um vinho de inegável qualidade, expressão fiel do Douro, vendido a um preço que jamais se poderia considerar exagerado (mais uma vez, cerca de 10€). E como o outro, não conseguiu cativar-me realmente.

16,5

segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

Altano — Reserva '2004

For when the wine is in, the wit is out.

Thomas Becon (1512–1567) — Catechism.


Douro DOC de ano quente e seco. 75% de Touriga Franca, 25% de Touriga Nacional. Uvas provenientes de duas quintas: uma delas sita no Cima Corgo, outra no Douro Superior. Passou 9 meses em madeira: cascos novos de carvalho americano e cascos de segundo ano de carvalho francês.

Decantado por duas horas e servido a 16ºC. Retinto. Nariz denso, di-lo-ia mesmo um pouco pesado, com químico e frutos negros, químico a evocar vernizes e óleos exóticos... a Touriga Franca costuma cheirar-me, claramente, a óleo de copaíba... fumo e tosta de barrica, violetas e calidez alcoólica. Corpo razoável, de sabor intenso, com a madeira bem integrada. Taninos terrosos, firmes, com ligeira aspereza. Com o fim de boca veio o mais puro sabor a chá verde alguma vez experimentado por mim aquando da degustação de um vinho. Simples, sólido, bom!

A 10€, não compromete. Mas perde em RQP para o «colheita».

16,5