segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Teroldego Rotaliano — Riserva '2006

Teroldego Rotaliano (DOC), varietal Teroldego da região de Trentino-Alto Adige, a mais setentrional de Itália. Foi comprado por pouco mais de 4€ numa loja Lidl.

A cor, rubi. Com alguma intensidade.

O nariz, inicialmente vegetal, foi abrindo com o passar das horas para fruta vermelha, pouco doce e associada a notas de amêndoa amarga, aliás típicas da casta. No todo, há que reconhecer que deixou certa impressão de aridez.

Que se viu confirmada na boca. Pobre. Curta e um tanto vazia. Primeiro vegetal, com ligeiríssima agulha; depois um pouco mais frutada, mas sempre repleta de verde acídulo. Leve e fresca, sem dúvida, mas um tanto adstringente, de fundo amargo.

Apesar de, sem paninhos quentes, este vinho se poder resumir em duas palavras, amargura e vacuidade, não sei se consigo considerá-lo incómodo...


Update: Pensando melhor, sim, consigo.

12

domingo, 29 de novembro de 2009

Luna — Slide



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Breakfast in cemetery / Boy tastin' wild cherry / Touch girl, apple blossom / Just a boy playin' possum / We'll come back for Indian Summer / And go our separate ways.

#2, Indian Summer. Não será pena o termo não ter pegado por cá?

O original é destes senhores; esta versão, destes.

sábado, 28 de novembro de 2009

Adega de Pegões — Arinto & Antão Vaz '2008

Lote de Arinto e Antão Vaz em partes iguais, este vinho da Coop. Agrícola de Santo Isidro de Pegões estagiou durante três meses em barricas de carvalho francês e americano.

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Acidez tropical — ananás e lima — sobre um todo vagamente melado. Corpo redondo e untuoso, dotado de bom volume e persistência. Apesar do perfil algo doce e pesado, mostrou possuir frescor suficiente para dar uma prova agradável. Não é, de todo, o meu género de branco favorito, mas está muito bem feito.

5€.

15

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Filmes (14)




Cães de palha: o título diz tudo.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Herdade Porto da Bouga — Reserva '2008

É de Portalegre que vem esta cosmopolita mistura de Trincadeira, Aragonês, Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Syrah, vinificado em lagares e estagiado durante oito meses em barricas de carvalho francês e americano. Trata-se de um alentejano sumarento, de concentração razoável e bom equilíbrio, sem exageros de madurez ou madeira. Muito jovem: mais uns meses na garrafa deverão fazer-lhe bem. Não me parece que se tenha desviado do perfil das colheitas anteriores — para não chover no molhado, aqui ficam os links para as entradas relativas aos das colheitas de 2006 e 2007.

5€.

15,5

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Dona Ermelinda — Reserva '2007

Palmela DOC da Casa Ermelinda Freitas, elaborado a partir de Castelão (70%) proveniente de vinhas com mais de 50 anos e Touriga Nacional, Trincadeira e Cabernet Sauvignon de vinhas novas. Estagiou em carvalho francês durante doze meses.

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Quis parecer-me uma versão mais concentrada e amadeirada do «colheita» do mesmo ano. De momento, também mais fechado. Termina bastante persistente, com notas achocolatadas e taninos sólidos, que pedem garrafa.

7€.

15

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Fiuza — Três Castas '2008

Outro ribatejano, este da Fiuza & Bright. Lote de Syrah, Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional, estagiou três meses em barricas novas, seguidos de igual período de tempo em barricas usadas. Herbáceo e especiado, todo ele verde e castanho... Fresco e magro, curto e um pouco adstringente. Depois do bom '2007, uma relativa desilusão.

3€.

14

Conde de Vimioso '2008

Ribatejano produzido pela Falua, uma empresa de João Portugal Ramos. Touriga Nacional, Aragonês e Cabernet Sauvignon, com estágio de seis meses em meias pipas de carvalho. Rubi intenso. Fruta bem madura e alguma especiaria no nariz... um pouco vinoso. Corpo macio, com alguma acidez. Plano de sabor e pouco persistente. Bem feito, mas plebeu até mais não poder. Talvez esteja, contudo, uns furos acima do da colheita de 2007.

3,50€.

14

Frei João — Reserva '2005

Bairradino das Caves São João, foi vinificado a partir de uvas das castas Baga, Camarate e Cabernet Sauvignon. Estagiou durante dez meses em pipas de carvalho francês.

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Das 13658 produzidas, coube-me a garrafa nº 11700.

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Inicialmente fechado. O arejamento levou-o a revelar impressões de bagas maduras e menta, leve almíscar e notas tostadas — tudo como que em surdina.

Na boca mostrou-se intenso, com boa fruta e acidez. E taninos jovens, duros mas finos. Nota-se que está verde; acredito piamente que melhore.

5,50€.

15,5

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Bétula '2008

Foi com este vinho que perdi a virgindade no que toca a receber amostras de produtores.

Trata-se de um lote em partes iguais de Viognier e Sauvignon Blanc. O primeiro fermentado em barricas de carvalho francês, o segundo em inox. O autor, Francisco Montenegro (Aneto). Fizeram-se 3000 garrafas.

Cor de casca de limão.

Cítrico e herbáceo no ataque de nariz, com toque de flores silvestres. Depois surgiram notas de pêra e pêssego, mais a compor que a dominar. Isto sobre um fundo que fazia lembrar algo como banana seca misturada com figo melado: coisa de discrição inquestionável, mas que de certa forma me pareceu "ligar" o conjunto. Simples, um tanto austero, e deveras interessante.

Ainda melhor na boca, intensamente fresco e persistente, de sabor suave, sem ponta de doçura. O álcool apareceu muito bem integrado; a madeira, pelo menos para já, nem tanto.

Resumindo, trata-se de um belo branco... aromático, amigo da mesa (pelo menos das gambas agridoces a que fez companhia) e já bastante coeso, embora ainda se esteja a fazer — dê-se-lhe garrafa. Ainda bem que passei a fazer parte do clube dos vendidos com um vinho assim, fixe, e ainda por cima ao meu gosto...

Segundo o produtor, o PVP deverá andar entre os 12 e os 14€.

17

domingo, 22 de novembro de 2009

Romeira — Colheita Seleccionada (Alentejo) '2008

Alentejano da Enoport, feito à base de Aragonês, Trincadeira e Alicante Bouschet. Estagiou durante seis meses em barricas de carvalho francês. Aroma ligeiro, adocicado, sobretudo fruta compotada com notas vegetais à mistura. E barrica: não muita, mas demasiada. No todo, pareceu-me um tanto leviano... ou pior, artificial, a fazer lembrar uma tentativa de imitação do nariz standard de um alentejano de gama baixa. Redondo na boca, sem grande estrutura. Fruta e madeira, talvez café. Final negligenciável. Ainda assim, melhor na prova que à mesa... mesmo quando emparceirado com um prato ligeiro. Ficam duas perguntas: que uvas? e quanta maquilhagem?

4€.

13

sábado, 21 de novembro de 2009

Grandjó '2004

Produzido pela Real Companhia Velha numa quinta que possuem na região de Alijó. Lote composto por Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Francesa e Touriga Nacional. Não consegui apurar nada sobre a quantidade ou qualidade da madeira por onde terá passado. Posto isto, falta dizer que tal o achei... :) Ora bem, este vinho pode resumir-se a uma mescla de frutos vermelhos acídulos, aguados e vagamente doces em corpo magro e desengonçado. E madeira — tanta! — porventura responsável por alguns alguns taninos secos no final, curto e neutro q.b., que limpa a boca. Medíocre. Uma desilusão.

3,50€.

12

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Moira's — Syrah & Trincadeira «Reserva» '2008

Vinho Regional Alentejano produzido e engarrafado pela Adega das Mouras de Arraiolos. Quanto a como foi feito, nada, nem no rótulo nem na página web do produtor. Pena.

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Aroma muito jovem, vinoso, a fruta negra, doce, com toques vegetais e de pimenta preta. Por aqui, talvez não seja descabido afirmar que o Syrah aparenta impor-se num lote com pouca barrica.

Ligeirinho na boca, um tanto magro na fruta oferecida, mais uma vez com ponta adocicada.

Alguma acidez, taninos com aresta, persistência razoável. Nada de especial... confesso que estava à espera de mais... talvez afine com uns mesitos em garrafa, mas jamais ganhará aquilo que mais falta lhe faz: um pouco mais de concentração.

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Custou à volta de 3€ numa recente promoção do Jumbo. E para tal preço, está bem. Contudo, considerando que costumam pedir mais de 6€ por ele...

14

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Vinha do Monte (Branco) '2007

Mais escuro que o outro. Palha, ananás ácido, abacate. Fresco e macio na boca — pêra — muito suave. Pouco doce, mas expressivo na fruta. Persistente q.b.. Bom vinho, este alentejano da Herdade do Peso (Sogrape), feito com Roupeiro, Antão Vaz e Arinto, fermentado e estagiado em inox.

4,50€.

15

Casa da Tapada — Loureiro '2008

Vinho Verde da sub-região do Cávado, varietal Loureiro, fermentado em inox. O produtor tem página web aqui. Cor citrina. Agulha. Loureiro vagamente adamado, intenso q.b., de tropicalidade invulgar. Também algumas notas florais e sugestões lêvedas. Pouco convenceu quando servido a 10ºC; mais quente, apenas conseguiu fazer lembrar (mau) champanhe moribundo. Estará no limiar do aceitável. Sinceramente, não gostei.

4€.

13

domingo, 15 de novembro de 2009

Quinta do Infantado — Reserva Especial

E ainda,

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O do rótulo esverdeado. Também com 19,5% de volume alcoólico. Garrafa nº 82 de 6816.

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Mais suave que o anterior, mas também mais rico, embora apenas marginalmente, tanto no nariz como no palato. Bem estruturado, discretamente untuoso. Ainda um certo «quê» terroso que no outro não consegui detectar.

12€.

15,5

Quinta do Infantado — Reserva Especial "João Lopes Roseira"

Os respectivos rótulos dizem-nos meio-secos — menos doces que o habitual. Opção de estilo que o próprio João Roseira explica muito bem numa entrevista à revista electrónica StarChefs.com:

«This has to do with several reasons. First of all, when my father and my uncle started estate bottling Porto in 1979 a pioneer move from Quinta do Infantado as there was not a single grower bottling Porto in the Douro at that time they wanted to create a family style, different from what was being made by Gaia’s shippers. For me it is really logic to make semi-dry Portos. We think of what we do as Porto wine, and a drier Porto is closer to wine you don’t have a “sugar wall” to block wine’s little things (both in the nose and the mouth) that we love in dry wines. Our Portos are drier because we let fermentation go longer, obviously consuming sugar to produce more alcohol, so we have less residual sugar and more natural alcohol and need to add smaller quantities of wine brandy to stop fermentation and make Porto. As a consequence there is more grape juice and less wine brandy in a bottle of Quinta do Infantado Porto. I think most people don’t realize that in a “normal” bottle of Porto there can be as much as 25% wine brandy! At Infantado we work with 17% or less, which is, in my opinion, much better. It also has to do with pairing our Portos and food. Is it really necessary to have so much sugar? And such heavy Portos? At Infantado we believe in balance as the most important aspect of wine (including Porto) and that’s our bottom line, to make balanced Portos and wines.»

Bonito e fluente, o inglês do Roseira. Posto isto, the booze! —

Ruby. 19,5% v/v de etanol. Garrafa nº 2046... de quantas? Muito depressinha: este é um vinho simples, com aromas de frutos negros e violetas, passas e especiarias. Na boca mostra corpo mediano, macio e previsivelmente pouco doce, de comprimento satisfatório, com algumas notas achocolatadas a surgirem no final.

8,50€.

15

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Tudo está na natureza
Encadeado e em movimento —
Cuspe, veneno, tristeza,
Carne, moinho, lamento,
Ódio, dor, cebola e coentro,
Gordura, sangue, frieza,
Isso tudo está no centro
De uma mesma e estranha mesa —
Misture cada elemento
Uma pitada de dor,
Uma colher de fomento,
Uma gota de terror
O suco dos sentimentos,
Raiva, medo ou desamor,
Produz novos condimentos,
Lágrima, pus e suor
Mas, inverta o segmento,
Intensifique a mistura,
Temperódio, lagrimento,
Sangalho com tristezura,
Carnento, venemoinho,
Remexa tudo por dentro,
Passe tudo no moinho,
Moa a carne, sangre o coentro,
Chore e envenene a gordura
Você terá um ungüento,
Uma baba, grossa e escura,
Essência do meu tormento
E molho de uma fritura
De paladar violento
Que, engolindo, a criatura
Repara o meu sofrimento
Co'a morte, lenta e segura.



Chico Buarque & Paulo Pontes — Gota d'Água (1975)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Má Partilha — Merlot '2006

Varietal Merlot, uvas originárias da zona de Azeitão, parcialmente fermentado e posteriormente estagiado em barricas novas de carvalho francês. É um produto da Bacalhôa Vinhos de Portugal.

Macio, suave e equilibrado. A fruta, di-la-ia quase certamente negra, porventura em ligeira compota, vai-se mostrando mais e mais com o tempo de abertura. Sem exageros de doçura ou concentração, sempre acompanhada de boas notas especiadas, cravinho e canela, características da casta. E de barrica, bem medida, que traz ao conjunto um bocadinho de complexidade adicional sem se sobrepor à sua natureza. A boca é surpreendentemente redonda e elegante, tendo em conta que este vinho possui 14,5% de álcool e uma acidez não negligenciável. Ampla, com um lado discretamente terroso e vegetal que não posso deixar de achar muito engraçado, por vezes a fazer lembrar um bom Carmenére. O final é interessante, mas podia perdurar mais.

Custou 14€.

16,5

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Vila Santa — Syrah '2007

Um aclamado varietal da autoria do famoso João Portugal Ramos. Syrah alentejano, uvas colhidas em excelente estado de maturação (diz o contra-rótulo) e fermentadas a temperatura controlada, tendo o projecto de vinho resultante sido sujeito a uma longa maceração pós-fermentativa — ideia: extrair das cascas e engaços uma maior quantidade de taninos, dado que estes se solubilizam facilmente em meios alcoólicos. Estagiou durante meio ano em meias pipas de carvalho francês e americano.

Depois de tanto bem ter ouvido dizer dele, resolvi experimentar. Inicialmente verti o vinho directamente para dentro do copo. Decerto a não mais de 18ºC, que nestas coisas costumo ter cuidado. Vi-o escurão, de tom violáceo carregado. Prometia. Logo de seguida, levo-o ao nariz e... Que quente! Que álcool a tudo o mais abafar! Claro que sob o dito detectei fruta doce, apelativa, e talvez um bocadinho de madeira. Mas tudo muito tímido, muito acanhado. Na boca, muita acidez e ainda mais álcool; pouco corpo, pouca fruta para tamanho picor. Terminou razoavelmente longo, mas tal atributo jamais chegaria para me convencer depois do que acabara de presenciar. Meti-o num decantador e levei-o ao frigorífico. Mais ou menos 45 minutos depois, encontrava-se a 14ºC: o álcool um bocado menos ofensivo, mas presente; a fruta, mais visível, fixe mas relativamente plana... e algo amadeirado... ou especiado... indistinto. Na boca, passada boa parte da anestesia alcoólica, deu para notar que os taninos eram curtos e algo farinhentos. Puah. Como o vinho estava jovem, ainda tive esperanças de que melhorasse durante a noite. Enganei-me. Passadas talvez 12 horas, ao almoço do dia seguinte, continuava gulosão e extremamente alcoólico. A fazer lembrar um LBV fracote, quase completamente destituído de doçura. Ainda ligeiros alicorados — já?!

OK, este pode não ter sido o pior vinho que alguma vez provei. Mas, sem paninhos quentes, para os 12€ que custou, achei-o uma merda.

13,5

domingo, 8 de novembro de 2009

Pingo Doce — Palmela Reserva '2007

Outra meia desilusão. Meia porque já o de 2006 não me tinha agradado muito, principalmente por ser tão alcoólico... Enfim. Como esse, trata-se de um monocasta Castelão da Casa Ermelinda Freitas. Algo carregado na cor. Mas de aroma muito mais fiel à casta — o '2006 pareceu-me um bocado atípico. Pena que, na boca, se o outro pecava por excesso, com um álcool que tapava tudo, este peca por certo vazio de sabor: a fruta surge como que esmaecida. Também de equilíbrio podia ser melhor, muito ácido e áspero para a profundidade que tem.

3€.

13,5

.com '2008

Corria o passado mês de Abril quando provei a edição de 2007 deste vinho de Tiago Cabaço. E gostei. Bastante. A fruta era franca, o corpo cheiinho e redondo, o sabor surgia agradavelmente pouco doce: para 3€ ou coisa que o valha, um mimo. Infelizmente, este '2008 não me pareceu tão bom. Não que divirja muito do da colheita anterior em peso ou volume, índole aromática ou sapidez — nada disso. O que mais o diferencia do seu antecessor, tanto quanto percebi, é que as notas vegetais, certamente do Cabernet Sauvignon, que naquele apareciam vincadas (embora bem integradas), neste como que vêm mascaradas, escusas sob flores e compota. E que diferença isso me faz! Para pior.

3€.

14

sábado, 7 de novembro de 2009

Dom Rafael '2007

Este é o vinho de entrada de gama da Herdade do Mouchão, feito a partir de Aragonês, Trincadeira e Alicante Bouschet. Fermentado em lagares e estagiado em tonéis de carvalho, foi engarrafado um ano após a colheita.

Apesar de bastante frutado, com notas maduras de ameixa e bagas negras, barrica discreta e qualquer coisa de vegetal — a dado momento, por exemplo, fez-me lembrar rama de tomateiro; noutro, não muito depois, palha — aquilo que a meu ver mais o marcou na prova de nariz foi a quantidade de "álcool livre" que apresentou.

Na boca, de porte e comprimento medianos, rapidamente lhe percebi uma acidez considerável, tal como, novamente, o álcool um tanto impositivo. De mais, achei-o concentrado q.b., firme e um tanto austero, a amargar um pouco no final.

E, enfim, realmente é uma pena que de momento pareça algo desequilibrado... algo rústico... porque este pequeno Mouchão, apesar de bruto, consegue ser interessante, melhor que o do ano anterior. Dê-se-lhe tempo, que ele promete.

7€.

15,5


Empurrou um prato fácil e saboroso, que se fez assim: aqueceu-se um fundo de óleo numa panela baixa e larga e juntaram-se-lhe duas malaguetas frescas (cortadas em rodelas) e, pouco depois, 350g de alcatra picada, que se deixou dourar um pouco. Adicionou-se então molho de soja, salsa seca, alho em pó e meio caldo Knorr. Quando o dito se dissolveu, acrescentou-se cerca de 1dl de água, 4 tomates enlatados, alguns cogumelos e farinha de arroz, mexendo sempre até engrossar. Comeu-se com noodles.

E o conjunto funcionou, caiu bem, deixou-nos contentes.

Não sei que mais dizer.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Adega Cooperativa de Borba — Vinho Licoroso '2003

Este vinho licoroso foi obtido por adição de aguardente vínica ao mosto de uvas das variedades Roupeiro, Arinto, Perrum, Fernão Pires e Chardonnay. Brancas, portanto. Consta que sofreu um breve estágio em barricas de carvalho francês.

Só consigo qualificar como simples o aroma que revelou quando servido a 12ºC, em jeito de aperitivo. Simples, indefinidamente açucarado. Já na boca se mostrou mais expressivo, nítido nas notas de pêssego e alperce em compota. De mais, penso poder dizê-lo muito doce, gordo e macio, pouco ácido e razoavelmente longo, com sugestões de mel no final.

A 20ºC, temperatura recomendada para o seu consumo como vinho de sobremesa, o aroma surgiu mais pesado, mais denso, com o álcool (17,5%) a mostrar-se mais — e a trazer, naturalmente, outra profundidade à fruta. Na boca, em termos de estrutura, pareceu-me tal e qual aquilo que se mostrou a 12ºC. O aquecimento apenas dispersou a ilusão de frescor antes provocada pela baixa temperatura. E assim se revelou um vinho quente, não só na garganta mas também na boca, um tanto abafado, de índole mais melada que frutada.

Se me pareceu correcto e bem feito? Sim, sem dúvida. Se gostei? Nem por sombras.

Custou pouco mais de 5€.

15

domingo, 1 de novembro de 2009

Krohn — (Porto) Senador

Da Wiese & Krohn.

Tawny escuro. Cheiro de intensidade discreta e muito simples, a passas açucaradas, com toques de anis e funcho. E queijo. Bafientas notas de queijo, nada agradáveis. Quase plano na boca, pobrezinho, com sabor a passas pouco doces. Para cúmulo, não consegui deixar de achá-lo de carácter um tanto indistinto, já que se trata de um tawny fraco que podia ser mais diferente de um ruby fraco.

5€.

13