
Falar do que se bebe pode ser engraçado, mas também acaba por se tornar cansativo. Então quando se tenta manter um registo exaustivo daquilo que se vai consumindo! Então quando o que se consome nem sempre tem muito a dizer! Oh amores, e para quê? É esta a pergunta que se impõe: para quê? Abençoada S- que viu a luz. Julgam que a gaja deixou de cozinhar? Que me deixou? Deixou foi de ter paciência para as belinhas e luisinhas deste e doutros mundos, lol. E eu, que raio ainda aqui ando a fazer? Muito pouco, fofinhos, muito pouco.
Querem coisas de mim? Ora tomem: ando a tentar emagrecer. Abater a pança. E hoje dormi mal. Mas dormi mal de propósito, planos alternativos, à preto velho que quer ganhar dinheiro para levar vida honesta na terra dos brancos, preto velho a tentar levar vida honesta e não tem sorte,
tché! :P
Anteontem vi o belíssimo
Teorema, um Pasolini, coisa usualmente entendida pelo imaginário popular como um peso com potencial nutritivo, algo como pães de queijo para o pensamento, mas a que encontrei uma enorme capacidade de entreter. Que coisa sexy, caralho. Acompanhou na perfeição um humilde Cruz "Colheita" que trouxe da Figueira e mais um ou dois canequitos de Havana Club . . . as respectivas postas acabarão, eventualmente, por passar por aqui, garante-mo esta vidinha saudavelmente pouco preenchida :)
Dizia, adorei o filme. Lavou-me a alma. Melhor, só se estivesse sentado por trás da Mi a mexer-lhe nas mamas, em vez de deitado mais ou menos ao lado dela, mole e cheio de gases, enquanto o via. Então se tivesse haxe do fixe! Ah, por falar nisso, meu deus, como me apetece fazer uma valente temporada de ganza, andar por aí todo senil, a fazer asneiras, cambalear pelas ruas às sete da manhã, velhinhas que passam a caminho do mercado a chamarem-me desgraçado! E a vizinhança, na terra natal, a comentar entre dentes. . .
coitadinha, ela não era assim, enlouqueceu porque tinha um filho que se meteu na droga . . .
Ui, o pavor! :P Hum, olhem, tenho andado a gostar da deliciosa menina
Dahl. A princípio tomava-a como apenas mais uma representante do chamado
food porn, isto é, basicamente, um entretém para panisgas, enfim, vós, leitores, gente educada, sabeis a que me refiro. Mas não, a gaja é porreira, só que é necessária alguma abertura de espírito para se lhe chegar. É daquelas gajas muito
girly, coisa que frequentemente traz mal entendidos. No outro dia falou sobre
playlists e deu-me vontade de fazer uma. Vocês iam curtir milhões se publicasse! Pelo menos aqueles que de entre vós não forem completamente estúpidos — nisto das internets, um gajo nunca sabe ao certo quem o visita.
Beeem! Depois blá blá blá o hate mail, não me poderei queixar. Mas porque raio isto tudo antes de falar de um vinho? O post ia ser só sobre o vinho, aliás, já tinha o texto preparado no
CryptEdit, só que depois colei-o aqui e, de súbito, o resto apeteceu-me. Quanto a vinho, enfim, têm apetecido brancos! Talvez seja de saber que vem aí a chuva.
E há dias comprei este, que é um varietal Moscatel produzido e engarrafado por José Mª da Fonseca — já agora, porque é que não o mencionam no respectivo
sítio web? Adiante! Moscatel, nota-se assim que se leva ao nariz, pelas flores! É ligeiro, fresco, seco e sem sinais de barrica. Muito simples, muito simples. . . Louro, maracujá, um corpito vagamente untuoso, nem de desportista nem voluptuoso, talvez como eu, médio/médio, com uma panceta. Um magro gordo. Como diriam as velhinhas amigas, compostinho. A acidez pareceu-me cítrica, não objectivamente refrescante, e apesar de bem casada com os restantes elementos do conjunto, face a apenas 11,5% de álcool, podia ter feito outra figura. O final, curto. No global? Simples, correcto e em todo o caso, eficaz quanto baste. Sou bem capaz de voltar a comprar.
Bebemo-lo com carapaus grelhados.
4€.
14,5