sexta-feira, 31 de Agosto de 2012

Filmes (43)





Um Melville, com Delon. Deste, retive ladrões e alguns objectos giros.

quarta-feira, 29 de Agosto de 2012

Altas Quintas — Crescendo '2005

Lote de Aragonês (80%) e Trincadeira, fermentou em balseiros Seguin Moreau, tendo depois passado 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.

Foi servido a 16ºC. Cor granada. Lembro-me de o ter provado há três ou quatro anos atrás. Redondo e gulosinho, tinha uma acidez relativamente discreta, que primava por bem medida face ao que se pretendia no produto acabado. Agora que se deixou evoluir em garrafa, aparenta ter ganho seriedade, um perfil mais seco, se é que tal coisa é possível. A fruta fresca deu lugar a tons mais pesados, com pele e passas a juntarem-se aos compotados de frutos pretos que esperava encontrar. Passou morno e harmonioso pela boca, com persistência mediana, mostrando uma estrutura já completamente madura. Para o meu gosto, não passou ainda o momento ideal de consumo. Porém, já não é o vinho que foi em novo. E daqui em diante, espera-se que tome o caminho descendente.

8€.

15,5

domingo, 26 de Agosto de 2012

Venâncio da Costa Lima — Reserva '2008

Castelão de cor avermelhada, não muito carregada. A respectiva ficha técnica, disponível no sítio que o produtor mantém na internet, indica que fermentou com maceração prolongada e estagiou durante 8 meses em carvalho francês antes do engarrafamento (o contra-rótulo refere apenas 6 meses de estágio). Inicialmente a parecer querer afastar-se do lado mais melado da casta, o que acabou por não confirmar, mostrou-se, no entanto, sempre muito fresco, de estrutura firme, com boas notas de frutos silvestres bem maduros, vermelhos, especiarias quentes, algum químico aromático, a fazer lembrar cola, e interessantes notas florais, vincado aroma a alfazema. Intenso, de final longo. Acompanhou bife da vazia, grelhado, guarnecido com batata frita e salada — ligação tão previsível quanto feliz.

7€.

16

sexta-feira, 24 de Agosto de 2012

Kruder & Dorfmeister — The K & D Sessions

Foi um sonho recorrente ainda durante algum tempo. Dois anos ou três, talvez mais, já não consigo precisar. Estava longe, numa planície gelada e deserta. Não havia neve, não havia terra. Nem qualquer forma de vida, ou mesmo pedras. A imensidão da planície, completamente destituída de relevo, era avassaladora. Não descortinava sequer o perfil de uma montanha ao longe. Encontrava-me no meu Limbo pessoal, esse lugar que não é Céu, nem Terra, nem Inferno e onde dizem penar certas almas. Sozinho e talvez perdido, embora duvide que quando acontecia me sentisse mal com isso. Digo-o baseado na suposição de que tal teria gerado stress, e eu acordado e pensado no assunto. E agora, provavelmente, lembrar-me-ia. Não, só e perdido no meio do nada, curioso nada esse que fabricava, às vezes com coisas "não relacionadas" a entrarem-me pelos ouvidos. Podia ser a música que estava a ouvir ou outra coisa qualquer. Mais tarde, no princípio da fase má, comecei a encontrar elementos de dor neste lugar, mas no princípio, em '98, por exemplo, era, para mim, talvez o único verdadeiro recanto de paz disponível. Pelo menos, o melhor. E as coisas que a dada altura fiz para tentar chegar lá! Coitadinho :)


Enfim, dei por mim a ouvir este grande álbum e ocorreram-me as notas supra. O remix de Roni Size, Heroes, que aí deixo para quem quiser ouvir, continua a ser das minhas faixas de entrada preferidas. Devia tentar dizer mais?

quarta-feira, 22 de Agosto de 2012

Adega de Borba '2011 (Branco)

Conforme percebi da ficha técnica que o produtor disponibiliza online, o mosto resultante o esmagamento das uvas Antão Vaz, Arinto e Roupeiro fermentou devagar, a temperatura relativamente baixa (falam de 14 dias a 18ºC). Deixaram-no descansar em cuba durante o Inverno e depois engarrafaram-no, tendo a produção atingido o milhão de unidades. Notável.

Cor pálida. Gordinho mas fresco, com acidez a morder ao de leve a ponta da língua e um final citrino e vagamente alcoólico. Maçã e pêssego pareceram-me predominar, e ananás, não abacaxi, também notei. Pelo meio, as possibilidades perdidas de fazer lembrar muitas outras coisas — por mais que isto tenha a sua quota-parte de objectividade, é preciso haver disposição!

No princípio, tinha um preconceito fodido contra os brancos do Alentejo. Pareciam-me sempre mais chochos e pesados que o recomendável, e quase certamente que mais chochos e pesados do que realmente eram, também. Com o passar do tempo, fui constatando que, afinal, as coisas não se passavam bem assim. Só que, comigo, um filme, quando dura, dura! E sei que o caminho para me reconquistar, embora longo, passa por muitos vinhos simples e bem feitos, para o dia-a-dia, como este.

3€.

15

segunda-feira, 20 de Agosto de 2012

Catapereiro — Escolha '2009

Ribatejano da Companhia das Lezírias, feito de Alicante Bouschet, Syrah e Touriga Franca. Fermentou com maceração após prensagem pneumática das uvas, fez a maloláctica em inox e passou por um breve estágio em barricas novas, dizem que francesas. O de 2010 já anda no mercado e ainda não o provei. A seu tempo.

Segue o tratado organoléptico: Cor rubi de concentração mediana. Ainda repleto de ameixa preta e bagas, carregadas mas sumarentas, sem chegar a sugerir compota ou outros sinais, por assim dizer, mais pesados, de transformação. Na boca é morno e especiado, de tanino nervoso e acidez envolvente. Inequívoco toque tostado, bem medido, acresce complexidade ao conjunto, todo ele bastante engraçado. Estará no seu melhor, embora prometa aguentar mais um par de anos em garrafa sem qualquer problema.

3€, aprox.

15

sábado, 18 de Agosto de 2012

"Mientras esto ocurre, han comenzado los pavorosos preparativos. Ya está la leña amontonada al pie del poste, ya chirrían las cadenas con las que Servet debe ser colgado del palo, ya el verdugo tiene amarradas las manos del condenado. Entonces, acércase por última vez Farel hasta Servet, el cual no hace más que suspirar en voz baja: "¡Dios mío! ¡Dios mío!", y le grita, con coléricas palabras: "¿No tienes otra cosa que decir?" Todavía espera aquel desalmado pedante que Servet, a la vista del poste del martirio, confesará la verdad única verdadera: la calvinista. Pero Servet responde: "¿Qué otra cosa podría hacer sino hablar de Dios?"

Desengañado abandona Farel a su víctima. Ahora no resta ya nada más sino que el otro verdugo, el del cuerpo, realice su función pavorosa. Con una cadena de hierro, es colgado Servet del poste, atado con una maroma que da cuatro o cinco vueltas alrededor del estenuado mártir. Entre el cuerpo viviente
y la soga que lo oprime cortándolo cruelmente, sujetan aún los ayudantes del verdugo un ejemplar del libro y aquel manuscrito que Servet, en otro tiempo, sub sigillo secreti, le había enviado a Calvino, pidiéndole su opinión fraternal; por último, todavía le plantan, como mofa, una repulsiva corona de dolor en la cabeza, una guirnalda de laurel untada con azufre. Con estos crudelísimos preparativos queda terminado el trabajo del verdugo. Ya no se necesita más que prender simplemente fuego al montón de leña y con ello queda ya comenzado el asesinato.

Cuando brotan por todas partes las llamas, lanza el martirizado un grito tan espantoso, que todo el mundo, durante un momento, vuelve la cabeza estremecido. Pronto, el humo y el fuego envuelven aquel cuerpo que se retuerce en su tormento; sin cesar y de modo cada vez más penetrante, brotado de la carne viviente lentamente devorada por el fuego, escúchase el estridente grito de dolor del que sufre de indecible modo. Por último, retumba su postrero y fervoroso clamor de angustia: "¡Jesús, hijo del eterno Dios, ten piedad de mí!" Media hora dura este indescriptible y horrendo combate con la muerte. Sólo entonces descienden las ya ahitas llamas, el humo fluye en desparramados chorros, y del ennegrecido poste, colgado de la cadena puesta al rojo, pende una masa negra, humeante, carbonizada, una horrenda pasta que en nada recuerda ya a lo humano. Lo que antes era una terrena criatura pensadora, consagrada apasionadamente a lo eterno, una palpitante porción del alma divina, no es ya más que una tremenda basura, está convertida en una masa tan horrible, repugnante y hedionda, que tal panorama acaso hubiera podido edificar durante un instante a Calvino acerca de lo inhumano de su pretensión de arrogarse el ser juez y verdugo de un prójimo suyo."


Stefan Zweig, Castalion Contra Calvino (Castellio gegen Calvin oder Ein Gewissen gegen die Gewaltt), 1936, trad. por Ramón María Tenreiro

quinta-feira, 16 de Agosto de 2012

Aguardentes, Jun-Ago/2012

Lembram-se deste post? Na mesma toada, mas a cagar-me para os agregadores, segue uma pequena lista de impressões sobre as brancas que por aqui se têm consumido nos últimos tempos. Ah, nunca é de mais mencioná-lo: atenção, minha gente, não tomem estas opiniões como se de sentenças se tratassem: é que, aguardentes, também não provo — bebo.


Casa de Saima — Aguardente Vínica Velha

Certamente a menos mainstream das aguardentes mencionadas neste post, foi ela que abriu os portões do meu fígado às demais irmãs. Antes, na hora do espírito, bebia whisky, às vezes rum. Não que isso queira dizer o que quer que seja, só por si. Muitos frutos secos e caramelo, e mais ainda que não sei dizer, em corpo macio e razoavelmente volumoso, com travo levemente queimante. A boa relação qualidade/preço — aproximadamente 13€ por garrafa de meio litro — não é, de forma alguma, a mais relevante das suas virtudes. Jul/2012.


Fim de Século — Aguardente Vínica Velha

Das Caves Velhas. Lote de aguardentes envelhecidas em madeira durante, pelo menos, dez anos. Cor mais escura que o habitual, com laivos esverdeados. Redonda, de untuosidade agradável e boa persistência, mas demasiado torrada/fumada para o meu gosto. 12€/70cl. Jun/2012.


Antiqua V.S.O.P.

Produzida pelas Caves Aliança, passou cinco anos em barricas de carvalho português antes do engarrafamento. Cor topázio/âmbar. Intensa e razoavelmente complexa, com notas de café e passas bem mesclados no químico, ao mesmo tempo etéreo e adocicado, característico deste tipo de bebida. Redondinha, mas com estrutura (taninos) e nada agressiva. Ok! 15€/70cl. Ago/2012.


São Domingos — Aguardente Vínica Velhíssima

Produzida pelas Caves do Solar de S. Domingos. Estagiou em cascos de carvalho limousin durante cinco anos. No nariz, bom conjunto de notas etéreas e adocicadas, mais ou menos de farmácia. Fruta? Frutinha, passinhas. Diria que faz lembrar a Antiqua, mas um furo acima. 17€/70cl. Jun/2012.


Caves São João — Aguardente Vínica Velha "Grande Reserva"

A média de idades das aguardentes que lhe deram origem andará por volta dos dezassete anos. Cor topázio. Etérea e especiada, de cheiro rico e sabor amplo e aveludado, será, provavelmente, a mais suave das aguardentes aqui comentadas. Tem um final que sempre me pareceu digno de nota, longo e quente, mas não ardente, com sugestões vívidas de baunilha. E embora não agrade como a de Saima, também é, claramente, uma das minhas aguardentes "proletárias" favoritas. 13€/70cl. Jun-Jul/2012.


Encosta de Mouros — Aguardente Vínica Velha

Da Adega Coop. de Mealhada. Cor topázio, carregada. Álcool, cola, toffee, baunilha. . . alguma estrutura, ligeiríssimo amargor no final. Um pouco menos ampla que a das Caves S. João, mas de perfil semelhante. 14€/70cl. Jul/2012.


Havana Club — Añejo Reserva

Para terminar, uma alegre aguardente de cana, lote de runs cubanos, envelhecidos (em média, dizem eles) durante cinco anos em barris usados, usualmente de whisky. Difere das outras aqui colocadas na génese — enquanto as vínicas são destiladas a partir de vinhos brancos de baixa graduação, produzidos para o efeito, os runs são-no a partir do mosto fermentado do caldo da cana-de-açúcar — e no fim — ao passo que as aguardentes vínicas se devem beber a mais ou menos 20ºC, aquecidas pelas mãos do utilizador, o rum tolera sempre bem o frigorífico ou um cubo de gelo. Um ponto transversal importante será, neste caso, porque se trata de um rum envelhecido, o balão, usualmente baixo e tão mais gordo e fechado quanto velho o líquido nele contido. Como de costume, bebi este rum "semi-novo" simples e fresco, em balão de boca aberta, para amenizar o álcool. Açúcar e caramelo, banana seca, especiarias. Apesar de realmente possuir substância, é indubitavelmente mais ligeiro que qualquer das aguardentes antes expostas, com um final mais curto e alcoólico, mas também mais limpo. Enfim, outro favorito pessoal! 18€/70cl. Ago/2012.

terça-feira, 14 de Agosto de 2012

Encosta de Mouros — Baga '2007

Depois deste, outro monocasta da Adega Coop. de Mealhada. O contra-rótulo diz que "estagiou cerca de 6 meses em barricas de carvalho francês". Abri a garrafa nº 3881 de 6618 produzidas.

Cor granada, de concentração relativamente discreta. Aqui, o aspecto visual acabou por se revelar reflexo fiel de tudo o mais. Claramente Baga, trouxe consigo os cheiros e sabores esperados, sem grande complexidade. A fruta resinosa, alguma erva seca, um bocadinho de café. Mais assertivo na boca, mas ainda assim razoavelmente polido, de proporções correctas, a evidenciar ligeira evolução — ou deveria dizer maturidade? E para quê tentar semear a dúvida quando o texto se quer descritivo, minimamente objectivo? Segundo dia, igual.

Mereceu umas bifanas na brasa, no pão, com mostarda. Também não irá mal com uma piza valente, robusta, de cobertura farta, como às vezes fazemos cá em casa.

4€.

14,5

domingo, 12 de Agosto de 2012

Altano '2010 (Branco)

O calor voltou, apetece branco. A marca deste dispensa apresentações, não me canso de elogiar a RQP dos seus tintos. Feito a partir de Viosinho, Malvasia Fina e Moscatel Galego, uvas próprias e compradas, fermentou e estagiou (4 meses) em cubas de inox de grandes dimensões, antes do engarrafamento. E depois dele, já passaram uns tempitos — o produto da colheita de 2011 já está no mercado.

Maracujá e abacate, a par de flores (do Moscatel) e citrinos cor de laranja, em conjunto redondo e equilibrado, com algum porte. Vai mostrando uma ou outra nota verde, das quais será de destacar certo toque de hortelã no final. Maduro em mais que apenas um dos possíveis sentidos da palavra, ganha quando servido fresco, pelo menos face ao meu gosto pessoal. Não promete vir a melhorar, mas, para já, está bem agradável.

4€.

15,5

sexta-feira, 10 de Agosto de 2012

Anatoly Vaisser v. Mephisto Genius 2
Semi-Rapide d'Aubervilliers
30/1/1994


1. d4 Cf6 2. c4 c5 3. d5 e6 4. Cc3 exd5 5. cxd5 d6 6. e4 g6 7. f4 Bg7 8. Bb5+ Cfd7 9. a4 O-O 10. Cf3 Te8 11. O-O Bxc3?

O computador elimina voluntariamente o melhor defensor do seu próprio Rei. Muito difícil a partir daí. Melhor jogar a6.

12. bxc3 Txe4 13. Cg5 Te7 14. f5 Ce5 15. f6 Tc7 16. De1

Ideia, Dh4.

16. ... b6?

Simplesmente perde. Menos mau 16. ... Cbd7 17. Bf4 a6, por exemplo. As brancas concluem com uma combinação bonita, porventura mais acessível à intuição humana que à frieza da máquina.



17. Cxh7! Rxh7 18. Dh4+ Rg8 19. Bh6 Bg4 20. Bg7 Bh5 21. Dg5 Cg4 22. h3 Cxf6 23. Txf6 Rxg7 24. Txg6+ 1-0

quarta-feira, 8 de Agosto de 2012

Vale da Raposa '2008

É um dos vinhos de entrada do afamado Domingos Alves de Sousa. Foi servido directamente da garrafa, a mais ou menos 15ºC. Aos que sentem que é paneleiro andar constantemente atrás do vinho com um termómetro, poderá ser proveitoso o princípio que passo a citar, pepita de sabedoria mais ou menos universalmente atribuída a Ursula Hermacinski, uma ex-leiloeira de vinho (e cenas) na Christie's, mas que com toda a certeza já terá passado pela cabeça de uma pequena infinidade de cidadãos anónimos: "twenty minutes before dinner, you take the white wine out of the fridge, and put the red wine in".

O tinto: lote tipicamente duriense, de maceração e estágio curtos, ideado para beber jovem e já com um par de anos em cima, acabou por não fugir ao esperado, dados os seus predicados. Mostrou esteva e bastante fruta madura, quase toda preta, fresca mas não exuberante, notas de carvalho que juraria americano, mais coco que baunilha, alguma finura de corpo, taninos maduros, acidez moderada e um final razoável. Acompanhou adequadamente uns bocadinhos de peito de frango, salteados com cogumelos, que depois se envolveram em nata e se acompanharam com arroz basmati. Coisas simples.

4€.

15

segunda-feira, 6 de Agosto de 2012

Quinta de Camarate '2009

Este vinho, composto por 48% de Touriga Nacional, 25% de Aragonês, 16% de Cabernet Sauvignon e 11% de Castelão, fez-se com maceração pelicular total a temperatura controlada, tendo posteriormente estagiado — um quarto do lote final — em cascos novos de carvalho francês. Foi engarrafado em Fevereiro de 2012. Da mesma quinta e também novidade no mercado, já por aqui passou o branco seco da colheita de 2011.

Servido a 16ºC. Fruta preta, densa e madura, pimentas e tostados, com algum álcool misturado. Gulosinho à sua maneira, mas, acima de tudo, a deixar a sensação de vinho forte e profundo, com vida pela frente — aliás, a precisar de tempo. Boca com algum corpo, alguma textura também, saborosa, mas longe de se poder considerar mastigável. Acidez equilibrada, final mediano.

A garrafa foi oferecida pelo produtor, que recomenda um preço de 7,49€.

16

sábado, 4 de Agosto de 2012

Red House Painters — Down Colorful Hill

So it's not loaded stadiums or ballparks
And we're not kids on swingsets on the blacktop
And I thought at fifteen that I'd have it down by sixteen
And twenty-four keeps breathing in my face

Like a mad whore
And twenty-four keeps pounding at my door
Like a friend you don't want to see
Oldness comes with a smile

To every love given child
Oldness comes to rile
The youth who dream suicide.

quinta-feira, 2 de Agosto de 2012

Caves Vale do Rodo — Reserva '2004

Feito pela Coop. Vitivinícola do Peso da Régua, mais conhecida pelo clássico Cabeça de Burro. Mau grado os seus quase oito anos, pareceu-me melhor ao segundo dia, com ginja, louro e aquele químico tourigão que às vezes tanto faz lembrar o plástico das piscinas. Rico, morno e equilibrado, chegou a prometer opulência, o que não cumpriu. Precisava para isso de um pouco mais de tudo. Mesmo assim, bem bom! Acompanhou umas costeletas, que se prepararam como se segue:

Fez-se uma marinada, mais ou menos uma chávena de tamanho regular, com Bourbon e cidra, fifty-fifty, a que se juntou açúcar mascavado, mostarda, pimenta-caiena e um bocadinho de vinagre. Parte dessa marinada foi utilizada para temperar umas costeletas, relativamente grossas, de porco do bom, que passaram uma tarde inteira a ganhar sabor dentro de um saco de plástico, sem ar, no frigorífico. Chegada a hora, as costeletas secaram-se, levaram o sal e pimenta do costume e foram dourar em azeite. Quando prontas, retiraram-se para um prato, deitando-se na frigideira a parte da marinada que antes se tinha reservado para o efeito, fervida até reduzir. Aí, tanto as costeletas como todo o sumo que tinham largado no prato voltaram à frigideira, juntou-se um pouco mais de vinagre, manteiga, e deixou-se cozinhar.

5€.

15,5