terça-feira, 26 de agosto de 2014

Mais um post que facilmente poderá ser interpretado por quem não me conhecer como mais um elemento para fazer volume, ocupar o vazio de conteúdo. Mas não. Prezo muito os meus torneios com motores de xadrez antigos. Na maioria das vezes ficam a jogar sozinhos, mas se não existir interface que suporte ambos os intervenientes numa das partidas, é necessária intervenção humana e eu tenho paciência para isso. A S odeia :) Seleccionei estes três de um lote de jogos recentes, de 30 minutos para cada lado, na máquina i5. Tempos e avaliações, apaguei: isto é para ser mais lúdico que didáctico.





segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Lustau — La Ina, Fino

Aberto para ser consumido com ovos, enfrentou mais tarde fiambre e outra carne fria fatiada qualquer de cujo nome não me recordo, uma vilania espanhola com cabeça de porco e gelatina, mas mesmo assim sobrou e o resto da garrafa acabou por ir sozinho.

É um vinho com 15% de álcool, que se bebe frio. Domina toda a passagem pela boca uma secura vincada, que mesmo assim deixa perceber muitos frutos secos, o mar, azeitonas e casca de laranja cristalizada. E apontei mais, mas depois de ler a última linha não consigo deixar de me questionar, pese a riqueza das coisas sugeridas, se não estaria a fazer filmes.

Aqui, o equilíbrio percebe-se de maneira diferente de noutro branco qualquer, mesmo que naqueles ditos com alma de tinto, mas existe. Os aromas são impecavelmente limpos, fáceis de perceber. Apesar do teor alcoólico, não aparece nada de adocicado ou pegajoso, mesmo com o passar do tempo no copo, e o pós gosto é surpreendentemente suave, de amargor quase medicinal.

A omelete, de ovos caseiros, também levou peito de frango de churrasco, cebolinho, salsa e um pouco de pimentão agridoce. Foi preparada segundo o método que aprendi com uma chinesa do Youtube, através da S, que tem como pontos-chave untar a frigideira com o mínimo de gordura possível e terminar a cocção de lume apagado, com o testo.

7€.

17

sábado, 9 de agosto de 2014

Vinha Val dos Alhos '2011

Deixar registado o filme já não é importante e menos ainda tentar ser útil, mas continuo, pontualmente, a ter vontade de escrever. Ajudou a um desses momentos de motivação este vinho de Horácio dos Reis Simões, Castelão de cepas com 75 anos impantadas nas areias de Palmela. O que me saiu na altura, bastante sumário, deixou-me no entanto satisfeito o suficiente para decidir que pode ser partilhado.

Ora, após uma primeira impressão isolada na página, em letra maior — escuro — uma amálgama de palavras só por si sem grande sentido, de onde consegui cortar primeiro acidez e fruta, o ataque talvez excessivo, depois cacau, tabaco, fumo — cenas pesadas — e há um travo doce que chama a atenção — rebuçado, caramelo — caramelo e não só — coisas doces de flores — alcaçuz, lavanda, menta? — flores secas.

Em jeito de p.s., o reparo de que não foi bebido até ao fim.

5€.

14,5

sábado, 2 de agosto de 2014