terça-feira, 30 de setembro de 2014

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Lancers — Espumante Bruto

A marca, uma das principais da José Maria da Fonseca, dispensa apresentações. Este espumante com 11% de volume e 10,9 g/l de açúcar parte de um branco vinificado em bica aberta, das castas Malvasia Fina e Arinto, que é depois espumantizado pelo método dito contínuo, em cujo decurso a segunda fermentação alcoólica se vai operando na passagem do vinho de um para os vários depósitos seguintes, numa série de cubas integradas, com controlo de pressão e temperatura.

Um vinho tecnológico, que tem de se ir produzindo em quantidade, face às exigências de um mercado que dizem em expansão, e que bebi sem cerimónia, em noite de futebol na TV. Não o conhecia e não alimentava grandes expectativas em relação a ele, confesso que por preconceito, mas não comprometeu. É um espumante simples e correcto, agradável de beber. Tem bolhas finas e regulares que formam uma mousse aceitável, aromas bastante limpos e alegres, de pendor tropical, e sabor bem seco. De comer, lembro-me que havia um sushi de salmão fumado (e isso) com que não ligou nada mal.

A garrafa foi oferecida pelo produtor, que recomenda um PVP de 4,99€.

15

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Massive Attack — Mezzanine

Lançado em Abril de 1998, foi o terceiro álbum de estúdio da banda.

Sem grande coisa que me ocorra dizer sobre ele agora, deixo aqui a sua 10ª faixa, aquela que recentemente me fez voltar a ouvi-lo com alguma regularidade, depois de vários anos.


Canta Liz Fraser, que antes pertenceu aos Cocteau Twins.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Contra a Corrente '2008

Castelão, Tinto Cão e Cabernet Sauvignon, produzido e engarrafado pela casa Campolargo. Tem-me mostrado a experiência que considerar os predicados de um vinho não faz assim tanta diferença quando chega a hora de o beber, até porque, mesmo na era das certificações, a menos que se seja dos poucos que tenha tido a oportunidade de ver a coisa nascer, ter presentes os dizeres de uma ficha técnica é, acima de tudo, um exercício de confiança. E se, por enquanto, ainda acho que prefiro saber (ou julgar que sei) alguma coisa sobre aquilo que vou bebendo, fica o apelo aos produtores: quando inventarem no contra-rótulo, jurem a pés juntos que não o fazem, e por favor, inventem bonito.

Também aquilo a que um vinho me parece saber ou cheirar importa cada vez menos, sobretudo neste acto de partilha que é o blog. Mas este vinha carregado de groselha e baga de sabugueiro, impossível não reparar. É um vinho que possui aquela robustez verde típica da Bairrada, de tons vegetais, taninos presentes e acidez assertiva (e mais, tivera eu habilidade suficiente para a trazer para aqui) mas que não assoberba o seu parceiro à mesa. E foi o primeiro Bairrada com Castelão que me mostrou, de caras, qualquer coisa da casta. Louvado seja, portanto, por dizer tanto, tendo tão pouco escrito.

8€.

16

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Álvaro Castro '2009

Do Dão, lote de Alfrocheiro, Touriga Nacional e Tinta Roriz, com estágio em madeira usada, é um tinto de volume mediano e intensidade interessante, com boas sugestões de baunilha e frutos do bosque.

Na noite em que o abri, apontei no caderninho que "o foco está na fruta e o veículo é a acidez", e noto pela letra que até o escrevi com algum entusiasmo, mas, pensando bem, tal observação pouco poderá trazer a um conjunto de notas sobre este ou qualquer outro vinho, dado que, mais que o resultado de uma receita habitual, acaba por ser uma daquelas generalidades vagas que é possível dizer sobre a vida e estão sempre bem.

Pareceu-me melhor, mais sério, no dia seguinte, não sei até que ponto por sugestão; no entanto, nem imediatamente depois de aberto lhe apanhei qualquer travo doce relevante.

Resumindo, não está mal, mas gostei menos dele que da maioria dos seus predecessores recentes.

6€.

15, talvez.