sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Quinta do Vallado — Tawny 10 Anos

É macio, delicado, tem sabor vivo e cheira muito bem. Mostra mais nozes que passas, ou melhor, fruta seca, e caramelo e bolo inglês também. Escrever sobre Porto, sobretudo tawny, é complicado, pelo menos para mim. Apesar das diferenças de estilo, a origem e método de preparação levam a que, de nariz mais ou menos alcoolizado, todos cheirem a passas e frutos secos. Então os descritores, os nomes, perdem ainda mais significado. O facto de uma nota de prova servir para pouco mais que ajudar a associar determinado vinho a um estilo, para além de transmitir se o provador gostou, torna-se evidente. Então, mesmo para algo tão simples como aferir se um determinado tawny é bom, só a experiência. É preciso conhecer estes vinhos, experimentar vários, muitos, e ir pensando em porque é que os preferidos o são. Ora, considerando os que conheço, este pareceu-me dos bons.

Acompanhou fatias de uma trança que fizemos cá em casa, para comer com manteiga, que leva 500g de farinha T65 e 250ml de leite morno, 80ml de óleo, 85g de açúcar amarelo, 2 colheres, das de sopa, de mel, igual quantidade de boa aguardente vínica, 1 colher, de sopa, de canela, a raspa de uma laranja ou limão, 2/3 de colher, de chá, de sal e 12g de fermento de padeiro, fresco. Mistura-se tudo na máquina de fazer pão, pela ordem habitual. Dá-se à massa resultante a forma de uma trança e deixa-se crescer mais um pouco, mais ou menos 40 minutos, no forno, a 60ºC ou menos. Por fim, põe-se açúcar amarelo nas reentrâncias da trança, junto com umas nozes de manteiga, e leva-se ao forno, previamente aquecido a 200ºC, meia hora.

15€.

16,5

domingo, 19 de outubro de 2014

Marqués de Riscal — Limousin '2011

Este Verdejo de Rueda, de cepas com mais de 40 anos, plantadas em altitude, fermentou e estagiou sur lie, durante seis meses, em barricas de Allier.

Foi transferido para um decantador antes trazido para a mesa, coisa ainda um pouco unusual em brancos, que no entanto costuma resultar bem com vinhos mais encorpados, capazes de envelhecer em garrafa. Abrem, ficam mais expressivos, e muitas vezes, mais limpos também.

No nariz, primeiro madeira, muito perfumada, a fazer lembrar cedro, baunilha, resinas, café e frutos secos. Depois maracujá e ervas aromáticas, pedra, humidade, mais café, mais baunilha, um certo fundo apimentado que se percebe melhor depois de levado o vinho à boca.

É um branco grande, com 14% de teor alcoólico e estrutura a condizer, que surpreende de tão fresco. Acompanhou chao nian gao preparado mais ou menos assim, modesta comemoração doméstica justificada pelo facto de termos descoberto uma mercearia chinesa nova a funcionar na baixa.

12€.

17

sábado, 11 de outubro de 2014








Foi no parque de Vale de Canas, numa manhã deste último Agosto.

domingo, 5 de outubro de 2014

Quinta de Camarate — Branco Seco '2013

Composto por Alvarinho e Verdelho em partes iguais, este branco, vinificado pelo processo dito de bica aberta, a temperatura controlada, foi engarrafado, sem estágio, em Fevereiro deste ano — ficha técnica aqui. Tal como o seu predecessor imediato, é um vinho simples mas preciso, de porte mediano e recorte sóbrio, que, com pouco mais de meio ano de garrafa, aparece rico em tons herbáceos e de flores e frutos brancos, a evidenciar boa firmeza e uma acidez que limpa a boca.

Ou seja, o par perfeito para praticamente qualquer prato de queijos. E aí, gostei mais dele com Rabaçal e Esrom que com o Azeitão que, seguramente por associação de ideias, lhe sentia mais próximo.

A garrafa foi oferecida pelo produtor, que recomenda um PVP de 6,80€.

16