quinta-feira, 26 de março de 2015

Domini '2012

Este tinto jovem vem da Quinta de Mós, propriedade do Douro Superior adquirida pela José Maria da Fonseca em 2000.

Lote de Touriga Nacional (48%), Tinta Roriz (30%) e Touriga Francesa, a colheita de 2012 rendeu 40000 litros de vinho, que foi engarrafado em Novembro de 2013 após estágio de 3 meses em madeira nova de carvalho francês.

Bastante limpo e directo, com esteva e cereja, o fruto bem maduro e em doce, cada vez mais escuro e evoluído com o avançar do tempo no copo, até eventualmente se esfumar naquela mescla indefinida de frutos negros e balsâmicos que é comum encontrar nos seus pares.

A reforçar o estímulo olfactivo, as flores rasteiras e algum do químico aromático das Tourigas que o constituem. Na boca é macio e muito frutado, agradavelmente macio. Simples, para beber sem pensar, e sempre interessante para casar com um bife.

6,50€.

15,5

sábado, 21 de março de 2015

Filmes (60)




White trash mexicana (?)

domingo, 15 de março de 2015

Condado de Haza — Crianza '2010

A propriedade, situada à beira do Douro, perto de Roa, na província de Burgos, conta com cerca de 200 ha de vinha disposta em volta da adega, à maneira dos châteaux franceses. Por baixo, a quase 30m de profundidade, ficam as caves onde estagiou o vinho em apreço, monocasta Tempranillo com 14% de teor alcoólico, que foi engarrafado em Maio de 2012, após estágio em carvalho americano.

Muito escuro, abriu com licor de amora, frutos negros em compota, baunilha e alcatrão. No entanto, face à concentração evidenciada, esperava que projectasse mais aroma. Presença robusta na boca, com acidez suficiente, pelo menos para já, e estrutura bem tecida, não lamentei tê-lo aberto para acompanhar as costeletas de cordeiro (espanholas) que a S. tinha preparado para o jantar. O final, médio/longo e ligeiramente amargo, fez lembrar cacau.

Horas depois, a fruta afirmava-se mais na boca, com sua dose de entusiasmo, talvez o permitido pelo recorte "negro". Mas o calor, a madeira, o alcatrão, o cacau, pareceram-me os mesmos de quando a garrafa quase tinha acabado de ser aberta. Ficou um fundo na garrafa, que bebi no dia seguinte, logo de manhã, com pão e um chouriço de carne, bem curado, da Guarda. E se manteve o perfil, perdeu definição. Na altura, a propósito, rabisquei "um corpo escuro e indiferenciado, com toque de oxidação. . . como que a desconjuntar-se".

Poderá evoluir bem, se a estrutura não secar. Não obstante, no imediato, esperava melhor.

10€.

16

sábado, 7 de março de 2015

Château Quimper '2010

Este lote de Merlot e Cabernet Sauvignon é um dos vinhos da cooperativa de Saint-Seurin-de-Cadourne, comuna localizada uns 5 Km a norte de Saint-Estèphe, e chegou à minha mesa por meio do gigante (às vezes) gentil que é o LIDL.

Agradeceu o par de horas que o deixei passar em decantador, para respirar, isto depois de uma primeira garrafa me ter parecido algo árida logo depois de aberta e com um grande vazio "no meio" ao segundo dia.

Franco e muito limpo, trouxe consigo groselha misturada com laivos de outros frutos vermelhos, o toque verdoso do Cabernet, aqui sem pimento, e com o subir da temperatura, licor, café e ligeiro fumado, provável marca do ano passado em barrica.

Mas aquilo de que mais gostei foi uma mineralidade característica que ainda me resulta difícil de definir, não obstante encontrá-la com frequência nos vinhos da região, mesmo naqueles que não são nada de especial.

Empurrou o jantar de um dia de semana: Grana Padano e sanduíche de lascas finas de pá de porco, assada em vinho branco, dentro de pão naan (pré-embalado) de alho e coentro, deste, com os molhos e vegetais da praxe.

6€.

15,5