segunda-feira, 24 de abril de 2017

Bonjardim '2015 (Branco)

Animado pela descoberta dos vinhos do post anterior, não tardei a procurar mais exemplares originários da quinta que lhe deu origem.

Encontrei dois brancos secos, de 2014 e 2015, ambos de produção ainda mais reduzida que o tinto: dizem os respectivos contra-rótulos terem sido enchidas, do primeiro, 3000 garrafas de 75cl, e do segundo, apenas 1970 garrafas de meio litro.

Comecemos pelo mais recente. Fernão Pires e Alvarinho, amadurecido "sur lie", em contacto com as leveduras mortas, após a fermentação, e não filtrado.

Primeiro flores silvestres, brancas e amarelas, depois pastelaria, a untuosidade subtil de massas folhadas.

Largo, sério, conduzido por excelente acidez que o refresca e lhe traz profundidade, mesmo já depois de "quente" no copo.

De final amanteigado, com toque de noz de pecan, foi a garrafa nº 1111.

A acompanhar, salada de polvo. O molusco, depois de cozido, foi ao forno num pyrex fechado, 20 minutos, a 140ºC, com azeite, paprika e tomilho seco. Virou-se a meio da assadura.

Misturado com feijão frade, pimento assado, azeitona verde, cebola doce e salsa, tudo cortado relativamente miúdo, constituiu um jantar fácil e agradável, companhia perfeita para um branco muito, muito bonito.

7€.

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